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Brasileiros adotam planejamento antecipado na compra de dólar para viagens internacionais

•Um funcionário segura notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Jacarta, Indonésia, em 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan

Nos últimos meses, brasileiros que planejam viagens ao exterior vêm alterando seus hábitos de compra de moeda estrangeira, optando por adquirir dólares de forma gradual ao longo do tempo, em vez de concentrar a conversão nos dias que antecedem o embarque. Essa mudança de comportamento, impulsionada por avanços no internet banking e na oferta de serviços digitais, tem impacto direto em três variáveis principais: o preço médio da moeda, a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicada às operações de câmbio e o rendimento financeiro obtido entre a data da compra e a do embarque.

A estratégia de antecipar a aquisição de dólares visa reduzir os riscos associados às oscilações cambiais de curto prazo, além de possibilitar uma economia significativa na carga tributária e potencializar o rendimento do valor investido até o momento do embarque. Essas vantagens explicam por que o planejamento cambial se tornou uma rotina comum entre os viajantes que se preparam para destinos como os Estados Unidos.

A evolução do internet banking, com soluções cada vez mais acessíveis, desempenha papel fundamental nesse novo cenário. Uma delas é a possibilidade de realizar compras fracionadas, o que ajuda a estabelecer um preço médio ao longo do tempo e mitiga os efeitos de movimentos bruscos do mercado cambial. Assim, ao separar a aquisição de dólares em parcelas mensais, o viajante distribui o risco de variações abruptas na cotação, evitando o impacto de um único dia de cotação elevada no custo final da moeda.

Especialistas recomendam que os viajantes evitem converter todo o valor de uma só vez, pois essa prática aumenta a exposição às oscilações do mercado e reduz a previsibilidade dos gastos. Além disso, quem realiza a compra com antecedência pode aproveitar benefícios fiscais, como a redução do IOF de 3,5% para 1,1%, prevista na regulamentação vigente para operações de câmbio planejadas. Para ilustrar, uma operação de R$ 10 mil com IOF de 3,5% resultaria em um valor de R$ 350 de imposto, enquanto a mesma operação com a alíquota reduzida de 1,1% teria um custo de R$ 110, gerando uma economia de R$ 240.

Outro fator relevante na mudança de comportamento é o intervalo de tempo entre a compra e a viagem. Recursos convertidos com antecedência podem ser aplicados em produtos financeiros com liquidez flexível, como o Time Deposit do Banco Inter, permitindo ao viajante manter o valor investido até a data do embarque e potencialmente obter rendimento. Quem compra na véspera, por sua vez, não usufrui dessas vantagens, pois não dispõe do período para rentabilizar o valor ou aproveitar a alíquota reduzida.

A transformação na forma de adquirir dólares também inclui a substituição do transporte de moeda física por soluções digitais. A Conta Global do Banco Inter, por exemplo, possibilita ao usuário depositar recursos ao valor de mercado, mais competitivo do que as cotações de turismo, além de oferecer cartão global de débito e crédito, aceito em mais de 170 países. Essa tecnologia elimina a necessidade de carregar dinheiro em espécie, aumentando a segurança e facilitando o controle dos gastos por meio de aplicativos móveis, como o SuperApp.

Ferramentas de acompanhamento do câmbio também contribuíram para essa mudança de comportamento. O Banco Inter, por exemplo, disponibiliza alertas de queda do dólar, onde o cliente define um valor de cotação compatível com seu orçamento e recebe notificações assim que essa meta é atingida. Essa funcionalidade permite que o viajante tome decisões mais informadas, sem precisar monitorar o mercado de forma contínua.

Além disso, o ecossistema do banco oferece recursos complementares, como a troca de pontos do programa de fidelidade Loop por dólares e a aquisição de gift cards com cashback em marcas como Apple, Macy’s, Best Buy, Walmart, TJ Maxx e Disney. Essas opções ampliam as possibilidades de economia e planejamento financeiro para quem se prepara para viagens internacionais.

A adoção do planejamento cambial antecipado reforça a estratégia do Banco Inter de integrar serviços financeiros a experiências que acompanham o cliente em sua jornada internacional. Como resultado, os consumidores passaram a distribuir suas compras de moeda ao longo de vários meses, construindo um preço médio mais favorável, reduzindo riscos cambiais e aproveitando benefícios fiscais e financeiros, como a redução do IOF e a possibilidade de rentabilizar seus recursos até o momento do embarque. Essa mudança de comportamento reflete uma evolução estrutural no modo como os brasileiros se preparam para viagens ao exterior, priorizando segurança, economia e conveniência.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade