As importações da China aumentaram 22% nos primeiros sete meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2022, indicando uma expansão significativa no comércio internacional do país. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Comércio chinês na última quinta-feira (20), esse crescimento ocorreu de forma ampla, abrangendo mais de 150 parceiros comerciais diferentes, o que demonstra a diversificação e o fortalecimento das relações comerciais da China com diversas nações ao redor do mundo.
Em uma coletiva de imprensa realizada pelo ministério, o porta-voz He Yadong destacou que as políticas adotadas neste ano para promover a expansão das importações têm gerado resultados concretos. Ele ressaltou que a abertura sistemática da economia chinesa tem sido fundamental para liberar o potencial de importação do país, contribuindo para a dinamização do comércio exterior e para a recuperação econômica em meio a desafios globais.
O período entre maio e junho revelou um aumento expressivo nas importações provenientes do continente africano, que cresceram 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Destacaram-se, nesse contexto, os embarques de frutas, que apresentaram ganhos notáveis. Os abacates importados tiveram um aumento de 1,3 vezes, enquanto as maçãs e as laranjas subiram 89,6% e 27,9%, respectivamente, demonstrando o interesse crescente da China por produtos agrícolas de diferentes regiões.
Além do aumento nas importações, a China tem investido em iniciativas para fortalecer sua relação com os mercados internacionais. Mais de 40 eventos de encontros comerciais sob a iniciativa “Exportar para a China” foram realizados até o momento, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Essas ações têm facilitado a entrada de produtos de alta qualidade de quase 100 países diferentes, ampliando a presença de empresas estrangeiras no mercado chinês e promovendo a troca de bens e serviços.
He Yadong afirmou que o governo chinês continuará a compartilhar os benefícios do seu desenvolvimento econômico com o restante do mundo. Para isso, a estratégia do país inclui uma abordagem de dupla ação, que combina políticas públicas com ações concretas, como eventos de promoção comercial. Ele destacou a intenção de fortalecer a integração entre iniciativas como “Exportar para a China”, “Comprar na China” e “Investir na China”, além de ampliar a participação em grandes feiras internacionais, como a Exposição Internacional de Importação da China e a Exposição Internacional de Produtos de Consumo da China.
Segundo o porta-voz, essa estratégia visa explorar de forma mais eficiente o vasto potencial do mercado chinês, oferecendo oportunidades de crescimento e desenvolvimento para empresas estrangeiras. A intenção é criar uma plataforma de cooperação que permita uma maior sinergia entre as ações governamentais e o setor privado, promovendo uma integração ainda maior do comércio exterior da China com o restante do mundo.