AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Fux realiza nova audiência para negociar liberação de empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB • Google eleva preços de seus smartphones Pixel devido à escassez global de chips de memória • Lucro da CSN Mineração registra alta de quase 90% no segundo trimestre de 2026 • Polônia amplia sua influência econômica e geopolítica na Europa • Governo dos EUA afirma que fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz está normal, mas dados indicam o contrário • Novo regulamento do Farmácia Popular prevê ampliação de exames, testes rápidos e uso de tecnologia avançada • Bolsas da Ásia apresentam desempenho misto, com destaque para alta do Kospi • Possibilidade de concessão de cartão de crédito a menores de 18 anos no Brasil • Holding Simpar registra prejuízo de R$ 189,5 milhões no segundo trimestre de 2026, aumento em relação ao ano anterior • Maersk revisa projeções para 2026 com base em resultados sólidos do segundo trimestre • Fux realiza nova audiência para negociar liberação de empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB • Google eleva preços de seus smartphones Pixel devido à escassez global de chips de memória • Lucro da CSN Mineração registra alta de quase 90% no segundo trimestre de 2026 • Polônia amplia sua influência econômica e geopolítica na Europa • Governo dos EUA afirma que fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz está normal, mas dados indicam o contrário • Novo regulamento do Farmácia Popular prevê ampliação de exames, testes rápidos e uso de tecnologia avançada • Bolsas da Ásia apresentam desempenho misto, com destaque para alta do Kospi • Possibilidade de concessão de cartão de crédito a menores de 18 anos no Brasil • Holding Simpar registra prejuízo de R$ 189,5 milhões no segundo trimestre de 2026, aumento em relação ao ano anterior • Maersk revisa projeções para 2026 com base em resultados sólidos do segundo trimestre •

Governo dos EUA afirma que fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz está normal, mas dados indicam o contrário

•Imagem gerada por IA

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou na última terça-feira (11) que as exportações de petróleo do Oriente Médio haviam retornado aos níveis anteriores à guerra, afirmando que o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz estava dentro da normalidade desde o domingo (9). Entretanto, análises de dados de tráfego marítimo e fontes independentes sugerem que essa afirmação não condiz com a realidade observada na região.

Wright comunicou via rede social X que os fluxos de petróleo haviam sido restabelecidos após uma coordenação entre o Exército americano e nações aliadas do Golfo, que teriam implementado um plano para garantir o transporte do petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz. Segundo ele, países do Oriente Médio também teriam redirecionado suas exportações por oleodutos ou outras instalações de saída, evitando a passagem pelo estreito. O governo americano monitora diariamente o tráfego marítimo na região e afirma possuir os melhores dados disponíveis, em cooperação com o Departamento de Energia.

Contudo, especialistas e empresas de análise de dados do mercado de petróleo questionam essa narrativa. Dan Pickering, fundador e diretor de investimentos da Pickering Energy Partners, destacou que, embora o governo dos EUA utilize tecnologia avançada e ativos militares na região, verificar com precisão o fluxo de embarcações no estreito é uma tarefa complexa. Segundo dados da Kpler, uma empresa especializada em rastreamento de tráfego marítimo por satélite e transponders, apenas 84 embarcações transitaram pelo Estreito de Ormuz na semana passada, incluindo apenas nove no domingo. Esses números representam uma queda significativa em relação aos mais de 100 trânsitos diários registrados antes do início do conflito, e não seriam suficientes para transportar os cerca de 9 milhões de barris de petróleo por dia que Wright afirma estar passando pelo estreito.

De acordo com o JPMorgan, a quantidade de petróleo efetivamente passando pelo Estreito de Ormuz estaria próxima de 4 milhões de barris diários, bem abaixo da capacidade total estimada. Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler, afirmou que a disparidade entre os dados públicos e as declarações oficiais é difícil de explicar. Muitos navios optam por desligar seus transponders para evitar detecção, dificultando o monitoramento completo do tráfego, mas a Kpler combina imagens de satélite e dados de transponders para detectar movimentos encobertos.

O Departamento de Energia dos EUA sustenta que seus dados são superiores aos de fontes privadas, alegando que, em coordenação com o Exército, possui informações mais precisas sobre o fluxo de petróleo na região. Wright também afirmou que entre 5 e 7 milhões de barris diários estariam sendo redirecionados por oleodutos ao redor do Estreito de Ormuz, com destaque para o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, que teria deslocado mais de 5 milhões de barris por dia para o Mar Vermelho. Apesar das ameaças de bloqueio do estreito de Bab-al-Mandeb, no Mar Vermelho, por parte dos aliados houthis do Irã, o tráfego marítimo por essa via tem se mantido próximo ao normal nas últimas semanas.

Wright declarou ainda que, na semana passada, aproximadamente 15 milhões de barris de petróleo deixaram a região do Golfo Árabe, com 20 milhões de barris saindo no domingo, números que, segundo ele, superariam a média pré-guerra. Contudo, especialistas apontam que a infraestrutura da região está bastante limitada para suportar esses níveis de exportação, dificultando a compatibilidade entre as afirmações oficiais e a realidade observada. Dados de segunda-feira (10) indicam que apenas seis embarcações transitaram pelo estreito, sendo quatro entrando e duas saindo, nenhuma delas petroleiros de petróleo bruto, conforme observou Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates.

Analistas sugerem que o governo dos EUA estaria tentando influenciar o mercado de petróleo, buscando reduzir os preços por meio de declarações otimistas. As afirmações de Wright reforçam uma série de tentativas do governo Trump de apresentar uma imagem mais positiva do mercado petrolífero, apesar de evidências de que o controle total da região é mais limitado do que o declarado. O presidente Donald Trump frequentemente afirmou que os Estados Unidos controlam o Estreito de Hormuz, uma declaração contestada por incidentes como ataques a 64 embarcações durante o período de tensão, resultando em 17 mortes e 35 feridos.

Especialistas como Helima Croft, do RBC Capital Markets, avaliam que o mercado de petróleo ainda está longe do normal, mesmo que os preços tenham se mantido relativamente baixos devido à redução da demanda global e ao esvaziamento dos estoques chineses. O tráfego marítimo na região oscila, e a necessidade de uma coordenação militar contínua para manter os fluxos aumenta a complexidade da situação. Além disso, há evidências de que uma parcela significativa do petróleo do Oriente Médio está sendo transportada por embarcações que desligam seus transponders ou navegam sob bandeiras falsas, mascarando cargas sancionadas pelo Irã. Dados da Windward Intelligence indicam que, dos 84 navios que passaram pelo Estreito de Ormuz na semana passada, 17 eram considerados parte da frota-sombra, e 10 transportavam cargas sancionadas, levantando dúvidas sobre a precisão das informações oficiais apresentadas pelo governo americano.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade