Na noite do último sábado (17/5), uma linha luminosa surgiu no céu dos Estados Unidos. Inicialmente, especialistas cogitaram que se tratava do fenômeno conhecido como Steve, semelhante a uma aurora e caracterizado por raios de luz em tons de branco e malva, gerados por partículas carregadas na ionosfera. Contudo, a origem dessa aparição se deveu a um vazamento de combustível de um foguete.
O astrônomo Jonathan McDowell, que acompanha as atividades espaciais, informou que o combustível vazado era do foguete Zhuque-2E Y2, lançado pela startup chinesa LandSpace na mesma data do evento. O incidente ocorreu a aproximadamente 250 quilômetros de altitude, na ionosfera, tornando-se visível por volta da meia-noite.
As imagens do fenômeno encantaram muitos usuários nas redes sociais, que se questionaram sobre a origem do brilho no céu.
O foguete utilizava methalox, um combustível composto por metano e oxigênio líquido. Além de ser uma opção mais limpa e econômica, o methalox é considerado viável para futuras missões em Marte.
O deslumbrante espetáculo visual foi resultado da interação do methalox com o plasma da ionosfera, provocando reações químicas que geram luz. De acordo com um estudo publicado em 2012 por físicos do Laboratório Naval dos Estados Unidos, um dos fenômenos envolvidos é a quimioluminescência.
Com o aumento do uso do methalox no abastecimento espacial, é provável que eventos como esse se tornem mais comuns.
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