A operação que retirou informações sigilosas de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, da sala-cofre da CPMI do INSS consumiu aproximadamente cinco horas, conforme um relatório da Polícia Federal enviado ao colegiado e ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa ação foi realizada em cumprimento a uma ordem de Mendonça, que havia determinado a remoção dos arquivos referentes aos dados telemáticos de Vorcaro do local. O magistrado, que é o relator do caso Master na Corte, justificou que essa medida era imprescindível para proteger a privacidade do banqueiro e evitar a divulgação indevida de suas informações pessoais.
Os dados foram enviados à CPMI pela Apple, que disponibilizou conteúdos armazenados em nuvem associados às contas de Daniel Vorcaro, conforme solicitação do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Os dados foram inseridos nos sistemas do Senado sem qualquer filtragem prévia. Parlamentares relataram que, entre os arquivos recebidos pela CPMI, encontravam-se fotos íntimas de mulheres e imagens das crianças do banqueiro.
A Polícia Federal comunicou a Mendonça que apenas os relatórios fiscais de Daniel Vorcaro permaneceram nos arquivos do Senado. No documento enviado ao gabinete do ministro e à CPMI, a corporação esclareceu que a preservação dos dados não configurou uma nova violação do sigilo do banqueiro.
De acordo com a PF, os arquivos localizados nos sistemas do Senado são os mesmos que haviam sido previamente enviados pela Apple, e que o ministro do STF Dias Toffoli, ex-relator do caso Master, havia determinado que ficassem sob a responsabilidade da Presidência do Senado.
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