O telefone da corretora de imóveis Daiane Alves, cuja morte foi confirmada em Caldas Novas (GO) após mais de um mês de desaparecimento, foi descoberto na tubulação do prédio onde ela gerenciava alguns empreendimentos. O aparelho foi encontrado graças à indicação de Cléber Rosa de Oliveira, o síndico que confessou o crime e ocultou o celular. Conforme informações fornecidas pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) em uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (19/2), o dispositivo permaneceu escondido na tubulação da garagem do edifício por 40 dias.
Após a recuperação do celular, a polícia teve acesso ao seu conteúdo, que incluía um último vídeo gravado por Daiane, no qual ela é atacada por Cléber. Desde 2024, Daiane e Cléber vinham enfrentando desavenças e trocas de denúncias, e entre fevereiro e outubro de 2025, novos conflitos foram documentados. Nesse período, a corretora registrou interrupções frequentes em serviços essenciais, como água, luz, gás e internet.
No dia em que desapareceu, 17 de dezembro de 2025, Daiane desceu ao subsolo do prédio para investigar a causa da falta de energia em seu apartamento. Câmeras de segurança capturaram o momento em que ela gravou sua ação. Daiane costumava filmar os desentendimentos e as sabotagens de Cléber para enviar a uma amiga, e no dia de seu desaparecimento, ela enviou alguns vídeos a essa mesma amiga.
Imagens de segurança revelam que um outro vídeo estava sendo gravado, mas não foi enviado. Após a recuperação do celular, a polícia teve acesso a esse último registro, que mostra o momento em que Daiane foi atacada por Cléber no subsolo do prédio. Ao sair do elevador com o telefone em mãos, Daiane flagrou Cléber no subsolo, já usando luvas. As gravações indicam que o carro dele estava estacionado próximo aos quadros de energia, com a capota aberta. Ele a atacou por trás, e, segundo a polícia, estava encapuzado durante a agressão.