Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), chamada Barômetro da Lusofonia, revelou que 62% dos habitantes dos países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) prefeririam residir em Portugal. O Brasil ficou em segundo lugar, com 32% dos participantes expressando essa preferência. Esta foi a primeira edição do estudo, que foi apresentado em 28 de janeiro e ouviu 5,4 mil pessoas em nações como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O levantamento apontou que os principais desafios enfrentados pelas populações são relacionados à saúde e ao desemprego. Além disso, a pesquisa destacou preocupações com a democracia e a desinformação, revelando que, em média, 57% dos entrevistados estão insatisfeitos com o funcionamento do sistema democrático.
Em relação à disseminação de fake news, Brasil e Portugal se destacaram como os países cujas populações relatam receber mais informações falsas. No que diz respeito à exportação cultural, o Brasil lidera a percepção, com 68% das menções, seguido por Portugal, com 56%.
A pesquisa também analisou o interesse dos falantes de português pelo futebol de outras nações do grupo. Embora o Brasil tenha conquistado cinco títulos da Copa do Mundo, não ocupa a primeira posição no ranking. O futebol de Portugal é o mais seguido, com 54% dos entrevistados demonstrando interesse, enquanto o futebol brasileiro é acompanhado por 31%. O interesse pelo futebol de Angola (9%) e de Cabo Verde (7%) é significativamente menor, e outros países apresentam números ainda mais baixos, com 36% dos participantes afirmando não acompanhar o futebol de nenhum outro país lusófono.
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