Na quarta-feira (21/1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve uma conversa telefônica com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan. Durante o diálogo, os dois líderes abordaram os esforços globais para promover a paz na Faixa de Gaza, além de discutirem a 31ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que ocorrerá na Turquia em novembro.
Lula e Erdoğan foram convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a fazer parte do Conselho da Paz, criado por Trump para coordenar ações voltadas à transição política, segurança e reconstrução na Faixa de Gaza. Embora os dois países tenham confirmado o recebimento do convite, ainda não se manifestaram oficialmente sobre a participação.
Segundo informações do Palácio do Planalto, Erdoğan parabenizou Lula pela condução das presidências do G20 e da COP30 em 2025, evento que aconteceu em Belém (PA). O presidente turco também expressou interesse em contar com a experiência do Brasil na organização da COP31.
Os líderes conversaram sobre a importância de “expandir e diversificar” o comércio entre Brasil e Turquia, que atingiu mais de 5,5 bilhões de dólares em 2025, e concordaram em promover reuniões entre os setores privados de ambos os países. O governo brasileiro informou que Erdoğan mencionou a disposição de empresas turcas em investir no Brasil, especialmente no setor de infraestrutura.
Conforme noticiado pelo Metrópoles, a equipe de Lula está analisando cuidadosamente o documento relacionado ao Conselho da Paz antes de tomar qualquer decisão. O Planalto busca entender diversos aspectos da proposta. Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (20/1), Trump expressou sua admiração por Lula, afirmando que o brasileiro terá um “papel significativo” no conselho e sugeriu que o novo grupo “poderia” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU).
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