Johnny Andrade, um personal trainer e um dos turistas atacados por vendedores em Porto de Galinhas, no litoral pernambucano, passou por uma cirurgia após ser diagnosticado com quatro fraturas na face. O procedimento ocorreu no último sábado (10/1) em Tangará da Serra, que fica a 242 km de Cuiabá (MT). Ele e seu parceiro, Cleiton Zanatta, foram brutalmente agredidos por comerciantes na praia.
O cirurgião bucomaxilofacial Luis Fernando Simoneti, que realizou a operação, explicou que os exames revelaram múltiplas fraturas na face de Johnny. Os socos desferidos durante a agressão causaram um afundamento na área nasal, resultando em dificuldades respiratórias e diminuição da permeabilidade nasal. Além disso, foi identificada uma rinescoliose, um desvio do nariz que poderia afetar a estética da região. A recuperação da sensibilidade no nariz de Johnny está prevista para levar entre 6 a 8 meses. A cirurgia foi bem-sucedida, e atualmente, ele se encontra com curativos no nariz.
A confusão que levou à agressão teve início após um desentendimento sobre o preço do aluguel de cadeiras e guarda-sóis. Segundo o casal, o valor previamente acordado era de R$ 50, mas, no momento do pagamento, os vendedores passaram a exigir R$ 80, sem aviso prévio. A recusa em aceitar o novo valor teria precipitado as agressões.
A Prefeitura de Ipojuca (PE) lamentou publicamente o incidente, tratando-o como grave. Em um vídeo, o prefeito Carlos Santana (Republicanos) apresentou suas desculpas aos turistas e anunciou medidas imediatas, incluindo o aumento da fiscalização na orla, com a presença da Guarda Municipal, Procon e agentes ambientais.
Como parte das ações, a prefeitura determinou a interdição por uma semana da barraca onde a briga começou e afastou os funcionários envolvidos até que as investigações sejam concluídas. A Polícia Civil também convocou os suspeitos que participaram das agressões para prestar esclarecimentos.
Os vendedores, por sua vez, negaram que o ataque tenha relação com homofobia ou cobrança indevida. Em uma nota oficial, afirmaram que os preços estavam claramente informados no cardápio e que um dos funcionários também teria sido agredido durante a confusão.