O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a um novo procedimento médico nesta segunda-feira (29/12), com o intuito de bloquear o nervo frênico esquerdo, visando aliviar as crises persistentes de soluço. Ele está internado no Hospital DF Star, em Brasília (DF), desde a véspera do Natal e se recupera de uma cirurgia realizada no dia 25/12 para tratar uma hérnia inguinal bilateral.
Devido à continuidade dos soluços e à necessidade de intervenções adicionais, é esperado que Bolsonaro passe a virada do ano no hospital. A possibilidade de um novo procedimento foi confirmada no sábado (27/12), após ele ter recebido o bloqueio anestésico no nervo frênico do lado direito. Com a persistência dos sintomas, os médicos decidiram realizar a intervenção no lado esquerdo nesta segunda-feira, conforme informado em um boletim médico divulgado no domingo à tarde.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se manifestou nas redes sociais, pedindo orações e mencionando que o marido teve uma noite difícil, enfrentando uma nova crise de soluços que começou por volta das 23h e durou até as 11h20 da manhã, sem interrupções, o que causou grande cansaço e aumento da pressão arterial.
O bloqueio do nervo frênico é um procedimento de radiointervenção que envolve a aplicação de anestesia, com efeitos que variam de 12 a 18 horas, conforme informações médicas. Após a intervenção, Bolsonaro permanecerá internado para monitoramento e avaliação da evolução de seu quadro clínico.
O ex-presidente foi internado com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para a cirurgia de correção da hérnia inguinal bilateral, com a liberação ocorrendo após uma perícia da Polícia Federal (PF), solicitada pela defesa de Bolsonaro. A equipe do hospital relatou que a cirurgia transcorreu conforme o previsto.
Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar de 4 de agosto até 21 de novembro deste ano. No entanto, após uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, Moraes determinou que o ex-presidente fosse colocado em prisão preventiva na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília.
Em 25 de novembro, o STF declarou o trânsito em julgado (quando não há mais possibilidade de recurso) para Bolsonaro e outros réus do núcleo 1 do caso golpista. Desde então, ele cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão, sendo considerado o líder da organização criminosa responsável por ataques à democracia, além de ser condenado por vários crimes, incluindo organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
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