O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral às 9h desta quinta-feira (25/12), dia de Natal, no Hospital DF Star, localizado em Brasília (DF). A expectativa é que o procedimento tenha uma duração aproximada de quatro horas e será realizado sob anestesia geral.
Bolsonaro foi internado na manhã de quarta-feira (24/12), por volta das 9h30, para a realização de exames pré-operatórios. De acordo com sua equipe médica, ele foi submetido a uma série de avaliações clínicas, laboratoriais e cardiológicas, além de uma análise do risco cirúrgico, sendo considerado apto para a cirurgia.
Esta será a oitava operação que o ex-presidente enfrenta desde que sofreu uma facada durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora (MG). É importante ressaltar que esta é a primeira vez que Bolsonaro deixa a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília desde sua prisão em 22 de novembro. A transferência para o hospital ocorreu após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também estabeleceu diretrizes específicas para sua internação. O deslocamento foi feito sob rigoroso esquema de segurança.
A Polícia Federal acompanhou o ex-presidente até o hospital, onde ele ficará em uma área isolada sob vigilância constante. O transporte foi realizado em comboio, com entrada pela garagem da unidade, para evitar qualquer contato com o público. A segurança será mantida 24 horas por dia, com pelo menos dois agentes federais na porta do quarto e equipes adicionais dentro e fora do hospital. A entrada de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos no quarto está proibida, exceto para equipamentos médicos, a fim de evitar comunicações não autorizadas.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a permanecer ao lado do ex-presidente durante toda a internação. A cirurgia visa corrigir a hérnia inguinal bilateral, condição confirmada por laudo médico e verificada pela perícia da Polícia Federal.
O boletim médico também indica que a necessidade de um eventual bloqueio anestésico do nervo frênico será reavaliada durante a internação, conforme a recuperação do paciente no pós-operatório. O cardiologista Brasil Ramos Caiado informou na quarta-feira que Bolsonaro está “deprimido” e apresenta um quadro frequente de soluços.