AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
As Tensões Diplomáticas: Brasil e EUA em Foco na Nova Era de Alianças • A Câmara de BH em Chamas: Homenagem a Flávio Bolsonaro Gera Protestos e Apoios • Stephen Curry fecha parceria de 10 anos com a Li-Ning: a nova era da Curry Brand! • Direita Unida: Flávio, Zema e Caiado Lançam Desafio ao PT na Megaleite • Neymar está de volta ao EA Sports FC 26! Descubra as novidades da Seleção Brasileira • Empate emocionante! Geórgia e Romênia brilham em amistoso • Janderson Troca Cruzeiro por Oportunidade na Europa: O Futuro Promissor do Zagueiro • Mega-Sena 3014: Será que você é o próximo milionário? Descubra os números sorteados! • 🌧️ El Niño e o Clima do Brasil em Junho: O Que Esperar? • A Violência Contra a Mulher é o Crime Mais Grave do Brasil: Dados Alarmantes! • As Tensões Diplomáticas: Brasil e EUA em Foco na Nova Era de Alianças • A Câmara de BH em Chamas: Homenagem a Flávio Bolsonaro Gera Protestos e Apoios • Stephen Curry fecha parceria de 10 anos com a Li-Ning: a nova era da Curry Brand! • Direita Unida: Flávio, Zema e Caiado Lançam Desafio ao PT na Megaleite • Neymar está de volta ao EA Sports FC 26! Descubra as novidades da Seleção Brasileira • Empate emocionante! Geórgia e Romênia brilham em amistoso • Janderson Troca Cruzeiro por Oportunidade na Europa: O Futuro Promissor do Zagueiro • Mega-Sena 3014: Será que você é o próximo milionário? Descubra os números sorteados! • 🌧️ El Niño e o Clima do Brasil em Junho: O Que Esperar? • A Violência Contra a Mulher é o Crime Mais Grave do Brasil: Dados Alarmantes! •

Comunidades quilombolas enfrentam condições de saneamento 7 vezes mais severas que a população em geral

As comunidades quilombolas estão submetidas a condições de saneamento que são sete vezes mais alarmantes do que as da população em geral, especialmente em relação ao acesso à água potável, ao esgotamento sanitário e à coleta de resíduos, conforme os dados do Censo Demográfico de 2022.

Segundo a pesquisa, 357.068 quilombolas, representando 78,93% dessa população, vivem em situação de vulnerabilidade extrema. Muitas dessas residências dependem de fontes de água precárias, como poços, rios, açudes ou mesmo caminhões-pipa. O esgoto frequentemente é direcionado para fossas rudimentares, valas ou corpos d’água, e a coleta de lixo é inexistente, expondo a população quilombola a doenças e condições insalubres.

Nos Territórios Quilombolas, 90% dos habitantes enfrentam ao menos uma forma de dificuldade no acesso a serviços básicos, uma realidade que é 62,74 pontos percentuais mais alta do que a média encontrada entre a população geral em domicílios semelhantes. Em áreas rurais, a situação é ainda mais crítica: 94,6% dos quilombolas convivem com algum nível de precariedade no saneamento básico.

Nas áreas urbanas, a realidade também não é favorável. Embora a proporção de domicílios quilombolas com acesso a serviços básicos seja ligeiramente superior, a desigualdade persiste. A falta de acesso à água potável, por exemplo, é 3,4 vezes mais comum entre os quilombolas urbanos em comparação aos demais moradores urbanos do país.

A gestão de resíduos sólidos representa um desafio significativo. Em áreas urbanas, os quilombolas têm 4,8 vezes mais chances de residir em locais sem acesso à coleta de lixo em comparação com a população geral. Dentro dos Territórios Quilombolas, essa discrepância pode chegar a ser dez vezes maior.

O Censo Demográfico revelou oficialmente a população quilombola do Brasil, que totaliza 1.330.186 pessoas, representando 0,66% da população nacional. Apesar de estarem presentes em 24 estados e no Distrito Federal, mais da metade, cerca de 66,65% dos quilombolas, vive no Nordeste, com a Bahia e o Maranhão sendo os estados com os maiores números absolutos.

A Bahia lidera, com 397.059 pessoas (29,9% do total nacional), seguida pelo Maranhão, com 269.074 pessoas (20,26%). Juntos, esses dois estados concentram cerca de 50% da população quilombola do país.

Os quilombolas estão distribuídos por 1.696 municípios brasileiros, refletindo uma diversidade territorial significativa. O IBGE identificou 5.972 localidades quilombolas, embora a maioria permaneça fora dos territórios oficialmente reconhecidos.

Em termos de distribuição geográfica, a maior parte da população quilombola vive em áreas rurais, cerca de 63%, enquanto 37% reside em áreas urbanas, onde enfrentam desafios próprios, mas igualmente significativos.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade