O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Hospital DF Star, em Brasília, onde ele será submetido a uma cirurgia para corrigir duas hérnias inguinais. De acordo com a determinação de Moraes, o trajeto até o hospital será realizado com a escolta da Polícia Federal (PF).
Além disso, a decisão estipula que a Polícia Federal deve assegurar a segurança e vigilância contínuas, com a presença de pelo menos dois agentes na entrada do quarto do hospital. A defesa de Bolsonaro solicitou que o ex-presidente fosse internado nesta quarta-feira, 24 de dezembro, e o procedimento cirúrgico está agendado para o dia 25, Natal.
Motivação para a cirurgia
Bolsonaro está detido desde 22 de novembro, após Moraes considerar que houve risco em uma vigília convocada em frente ao condomínio do ex-presidente, que resultou na destruição da tornozeleira eletrônica que ele utilizava durante a prisão domiciliar. No dia 25, o ex-presidente iniciará a pena de 27 anos e 3 meses referente a um processo relacionado a uma tentativa de golpe.
Hérnia inguinal bilateral
Uma avaliação médica do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal confirmou que Bolsonaro apresenta uma hérnia inguinal bilateral, condição que afeta ambos os lados da região inguinal. Essa condição se caracteriza pelo deslocamento de uma parte do intestino ou outro tecido interno através de uma área enfraquecida da musculatura abdominal, resultando em um inchaço que pode causar dor e desconforto.
Exames realizados em agosto de 2025 não haviam detectado a presença das hérnias. Contudo, em novembro, médicos identificaram clinicamente uma hérnia em um dos lados. Diagnósticos subsequentes mantiveram essa avaliação e, em dezembro, exames de imagem confirmaram que a situação evoluiu para afetar ambos os lados da região inguinal.
Os peritos indicam que a deterioração do quadro de saúde pode estar ligada ao aumento da pressão abdominal, associado a episódios de soluços persistentes e tosse crônica que Bolsonaro relatou.