O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), declarou ao Metrópoles que sua campanha foi financiada exclusivamente com recursos do Fundo Eleitoral e doações de indivíduos, respeitando os limites legais. Sua manifestação surge após o Ministério Público do Paraná (MPPR) solicitar a cassação de seu mandato, assim como o do vice-prefeito, Paulo Martins (PL), alegando abuso de poder político e autoridade nas eleições do ano anterior.
Segundo Pimentel, o evento questionado pelo MP foi promovido pelo PSD, e não pela sua candidatura, e ele afirma que não existem evidências que indiquem que a campanha teve ciência ou consentiu com qualquer irregularidade. O prefeito expressou confiança de que a situação será encerrada por falta de provas que comprovem a ocorrência de atos ilícitos durante sua campanha.
Em suas palavras: “Rejeito qualquer ação que possa ser vista como uma ameaça ou constrangimento a servidores públicos. O evento mencionado foi realizado pelo PSD e não pela minha candidatura, que se financiou apenas com recursos legais. Respeito a posição do Ministério Público, mas destaco que se trata de uma opinião da promotoria. Estou aguardando a decisão judicial e tenho certeza de que o caso será arquivado, pois não há indícios de que a campanha tenha conhecimento ou tenha consentido com qualquer ato irregular.”
Além do pedido de cassação, o MPPR também solicita a inelegibilidade do prefeito, do ex-superintendente de Tecnologia da Informação da Prefeitura, Antônio Carlos Pires Rebello, e do secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca. Eles estão sendo investigados por suposto uso da estrutura pública para beneficiar Eduardo Pimentel durante a última eleição. Rebello, enquanto ocupava o cargo de superintendente, é acusado de pressionar servidores públicos sob sua supervisão a contribuírem financeiramente para a campanha do então candidato a prefeito, que foi posteriormente eleito.
A responsabilidade dos investigados é detalhada pelo MP de forma clara e contundente.