Na última quinta-feira (18/12), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pelo afastamento de Heitor Souza Cunha, ex-diretor-executivo da Caixa Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Caixa DTVM). Essa ação faz parte da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga um esquema nacional de descontos associativos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.
Heitor é alvo de investigações por suspeitas de tentativa de implementar na Caixa um esquema de descontos ilegais nos salários de aposentados. De acordo com o despacho, o funcionário afastado se envolveu em uma “intensa troca de mensagens” com Adelino Rodrigues, sócio da DM&H, uma empresa de assessoria empresarial, com quem Heitor manteve comunicação frequente. Adelino é mencionado como tendo uma “participação significativa no núcleo administrativo vinculado a Antônio Carlos Camilo Antunes”, conhecido como Careca do INSS.
O despacho da decisão ressalta que a Polícia Federal identificou um conjunto de ações que indicam a participação ativa de Adelino na operação e desenvolvimento das atividades da organização criminosa. Além disso, a decisão também suspendeu as funções públicas de Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, que foi preso durante a operação.
Heitor também é suspeito de atuar em colaboração com Hélio Marcelino Loreno, que também foi detido no contexto da investigação. De acordo com a PF, a análise dos materiais apreendidos sugere que Hélio recebia valores provenientes das fraudes associativas, junto com Domingos Sávio e Antônio Camilo. Ele foi registrado como sócio na D&M Assessoria e Consultoria Empresarial Ltda., que, segundo as investigações, funcionava como uma fachada para a realização dos crimes investigados.
O documento reforça que Hélio, em parceria com Heitor Souza Cunha, teria participado da elaboração de um esquema similar ao da fraude previdenciária.