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Dia D para Messias tem contagem de votos e clima de tensão no Senado

O clima no Senado Federal é de incerteza, nesta quarta-feira (29/4), no dia em que a indicação de Jorge Messias para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) será avaliada pela Casa Alta. Tanto a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto a oposição dizem ter os votos necessários para decidir o futuro do ministro da Advocacia Geral da União (AGU).
A avaliação de Messias terá início às 9h, em uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde deverá responder a questionamentos incisivos de opositores e assistir defesas enfáticas de governistas.
Aliados deram algumas orientações ao indicado para passar pela etapa: responder de forma sucinta, mas sem “obliterar posicionamentos” que o ministro tenha. Também recebeu dicas da base de como responder cada parlamentar da melhor forma.
A expectativa é de que seja uma sabatina longa e intensa, mais longa que dos antecessores, Flávio Dino (11h), e Cristiano Zanin (8h), mas menos que a do atual recordista integrando o Supremo, que é o atual presidente da Corte, Edson Fachin, que ficou quase 13 horas sendo questionado na CCJ em 2015.
Depois de responder a todas as perguntas, a indicação será colocada em votação na comissão, onde o relator e o líder do PDT, Weverton Rocha (MA), espera contar com ao menos 16 votos a favor de Jorge Messias. O voto tanto nessa etapa, quanto na próxima, é secreto. Depois, segue para a votação no plenário.
Segundo o relator, 79 dos 81 senadores da República confirmaram presença nesta quarta-feira para poder votar na indicação de Jorge Messias ao Supremo. Essa é a etapa final e mais crítica para Messias. Weverton conta ter mais de 45 votos a favor da indicação, enquanto a oposição diz ter 46 para rejeitá-la — o que mostra que um dos lados acredita ter mais votos do que realmente tem.
Para garantir uma cadeira no STF, Jorge Messias precisa do voto favorável de 41 dos 81 senadores.
Pela votação ser secreta, ambos lados contam com as convicções pessoais para pesar na decisão final de cada senador. Por um lado, o relator tem repetido publicamente que, se a intenção é dar uma derrota a Lula, que seja nas eleições gerais de outubro deste anos e não em “acabar com a carreira de um jovem ministro”, “pai de família” e “evangélico” — um voto importante para Messias.
Messias foi anunciado por Lula em novembro de 2025, mas a indicação só foi protocolada no começo de abril de 2026.
O dia terá início às 9h, com a sabatina de Jorge Messias na CCJ.
Para conquistar uma cadeira no STF, Messias precisa de ao menos 41 votos no plenário do Senado Federal — que tem 81 senadores.
Pernambucano nascido na capital Recife, tem 45 anos e atualmente é o advogado-geral da União
Messias é evangélico, casado e tem dois filhos
A declaração se dá em resposta à fala do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que negou estar articulando pela rejeição de Messias ao STF. O filho de Jair Bolsonaro disse que “cada um vai ficar à vontade para votar como entender ali que é melhor”.
“Eu percebo uma insegurança muito grande de senadores com relação ao momento que o governo vive, com relação aos excessos do Supremo, com relação à véspera de eleição. Isso tudo vai pesar na hora de os senadores escolherem se votam sim ou não, o que vai além apenas do perfil dele e da conversa que ele tem tido individualmente”, declarou Flávio Bolsonaro.
Davi Alcolumbre tem repetido a Messias e ao governo Lula que não entrará em campo pela aprovação do nome do AGU. Como mostrado pelo Metrópoles, o presidente do Senado e o indicado de Lula se reuniram na casa do ministro Cristiano Zanin, do STF, na semana passada.
Na reunião, Messias pediu o apoio do senador amapaense à frente da sabatina, mas recebeu uma resposta meramente institucional de Alcolumbre, que alegou somente garantir um ambiente tranquilo para a votação.
O vazamento do encontro incomodou profundamente Alcolumbre, que reclamou a aliados de que se trata de uma tentativa de pressioná-lo a se posicionar a favor da indicação.
Apesar disso, o presidente do Senado se comprometeu com o líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), aliado dele no Amapá, de manter o painel de votação aberto o maior tempo possível para garantir a votação.
Messias foi anunciado por Lula em novembro de 2025, mas a indicação só foi protocolada no começo de abril de 2026. A demora se deu pelo governo precisar recalcular a rota diante do clima adverso que o nome do AGU enfrentava na Casa, por parte da oposição e até mesmo de Alcolumbre.
O presidente do Senado tentava emplacar Rodrigo Pacheco (PSB-MG) na Corte. O anúncio da indicação causou uma ruptura entre os chefes do Executivo e do Legislativo e mudou os rumos dos ventos até então favoráveis ao governo no Senado.
Com a virada do ano repleta de acenos, Alcolumbre despachou a indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deixou Messias e a base do governo à sua própria sorte.
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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade