O futuro líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette (SP), declarou nesta quarta-feira (17/12) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), está se direcionando para uma candidatura ao Senado em 2026. O deputado acredita que, devido à falta de nomes fortes, Haddad não terá outra opção a não ser concorrer, para que a esquerda tenha ao menos uma das duas vagas disponíveis no próximo ano.
Donizette esclareceu que o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, não irá disputar o governo de São Paulo. O PSB, segundo ele, planeja lançar o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, para essa posição. Nesse contexto, a chapa para o Senado poderia incluir Haddad e outro nome alinhado à esquerda ou centro-esquerda, como a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que atualmente está na Rede.
“Enxergo Alckmin novamente como candidato à vice-presidência, [o governador] Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscando a reeleição em São Paulo, Márcio França como candidato ao governo pelo PSB com o apoio do PT, Haddad ao Senado e Marina na segunda vaga”, afirmou Donizette à imprensa. Ele assumirá oficialmente a liderança do partido no dia 30/12.
Embora Haddad tenha afirmado que deixará o ministério da Fazenda em abril para apoiar a campanha de reeleição de Lula, ele nega ter a intenção de concorrer ao Senado. O ministro já enfrentou três derrotas consecutivas em eleições passadas: para a prefeitura de São Paulo (2016), a Presidência da República (2018) e o governo de São Paulo (2022).
Ainda assim, o líder do PSB acredita que Haddad, em termos políticos, não terá opção, já que é visto como o candidato mais viável para o cargo. Nos bastidores, líderes da esquerda reconhecem que a disputa pelo governo será difícil, com a provável reeleição de Tarcísio, mas consideram que ao menos uma das vagas no Senado pode ser conquistada.
Donizette também mencionou a “grande possibilidade” de Marina Silva se filiar ao PSB para concorrer ao Senado, uma vez que a ministra do Meio Ambiente enfrenta uma crise interna na Rede, tendo um relacionamento conturbado com a cúpula do partido. Nesse sentido, aliados acreditam que a mudança de partido é o passo natural para a deputada licenciada, independentemente do cargo que ela venha a disputar.