Durante uma reunião ministerial na quarta-feira (17/12), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu um “caos fiscal” proveniente das gestões anteriores, especialmente de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Haddad mencionou um déficit de R$ 200 bilhões, que resulta da suspensão do pagamento de precatórios e da exclusão de despesas contratadas no orçamento. Ele destacou, por exemplo, o aumento do Bolsa Família, que não estava previsto na lei orçamentária aprovada no último ano do governo Bolsonaro, mas que deve entrar em vigor em 2023.
Na sua apresentação, Haddad abordou diversos indicadores da economia, ressaltando a queda histórica do desemprego, os aumentos reais no salário mínimo e a garantia de financiamento para programas sociais. Ele enfatizou a importância de respeitar as regras fiscais sob a administração de Lula, afirmando: “Isso é o que caracteriza a virtude do governo. Um governo que consegue equilibrar as variáveis macroeconômicas para proporcionar solidez e impulsionar um ciclo de desenvolvimento sustentável”.
O governo federal está empenhado em alcançar a meta de déficit zero até 2025, conforme o Arcabouço Fiscal, embora exista uma margem de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), permitindo um déficit de até R$ 31 bilhões. Embora não tenha feito um pronunciamento oficial, Haddad está se preparando para deixar o Ministério da Fazenda até abril de 2026, e já há movimentações nos bastidores para sua substituição, com o atual vice, Dario Durigan, sendo o favorito do ministro.
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