Elissandro Spohr, conhecido como Kiko e ex-sócio da Boate Kiss, foi condenado a 12 anos de prisão pelo trágico incêndio que resultou na morte de 242 pessoas em 2013. Recentemente, ele recebeu autorização da Justiça do Rio Grande do Sul para cumprir sua pena em regime aberto, sob certas condições que incluem o uso de uma tornozeleira eletrônica.
Spohr se torna o primeiro réu do caso a ser liberado da prisão, onde estava encarcerado na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). Para manter essa nova condição, ele deve manter um vínculo de trabalho e comparecer periodicamente ao Judiciário para relatar suas atividades.
A defesa de Spohr divulgou uma nota afirmando que a decisão foi tomada “após o cumprimento de todos os requisitos legais” e destacou que ele continua a cumprir sua pena “de maneira rigorosa”. Originalmente, ele havia sido condenado a 22 anos e seis meses, mas teve sua pena reduzida para 12 anos após uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) em agosto de 2025.
Antes de ser transferido para o regime aberto, Spohr já havia recebido permissão para realizar trabalho externo, também utilizando a tornozeleira eletrônica, o que foi autorizado no mês de outubro.
Outro ex-sócio da boate, Mauro Hoffmann, que também foi condenado no caso, teve seu regime alterado para semiaberto em 11 de novembro deste ano. Ele permanece na Penitenciária de Canoas, mas pode sair durante o dia para trabalhar. Assim como Spohr, Hoffmann teve sua pena revista pelo TJRS, passando de 19 anos e seis meses para 12 anos.
Os músicos Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, que faziam parte da banda Gurizada Fandangueira e também foram condenados, cumprem pena no Presídio Estadual de São Vicente do Sul e avançaram para o regime semiaberto. As penas deles foram reduzidas de 18 para 11 anos, permitindo o trabalho externo durante o dia, com retorno obrigatório à prisão à noite. Marcelo já está exercendo atividades profissionais no município, enquanto Luciano aguarda a autorização judicial para iniciar seu trabalho fora do presídio.
Com a concessão do regime aberto a Elissandro Spohr, as defesas dos outros condenados devem solicitar à Justiça, nos próximos meses, a progressão para a liberdade monitorada, conforme o cumprimento das penas.