O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta quinta-feira (29/5) que a proposta de revogar o decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), conforme solicitado pelo Congresso, resultaria em uma perda orçamentária equivalente ao custo do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e ao total de investimentos do Ministério da Defesa.
“Para ter uma noção, os R$ 20 bilhões que deixariam de ser arrecadados em 2025 corresponderiam a um orçamento de R$ 12 bilhões por ano do programa Minha Casa, Minha Vida. Por outro lado, todos os investimentos do Ministério da Defesa, incluindo equipamentos da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de submarinos e caças, totalizam R$ 8 bilhões anuais”, esclareceu.
Ceron também mencionou o programa Farmácia Popular, que possui um orçamento de cerca de R$ 5 bilhões por ano, reiterando a relevância da discussão sobre o tema. “Esses números ajudam a entender a magnitude da situação e a urgência do debate”, enfatizou o colaborador do ministro Fernando Haddad.
Adicionalmente, o secretário destacou que a recente contenção de R$ 31,3 bilhões no Orçamento já está no limite da execução das políticas públicas e do funcionamento das instituições. Ele ressaltou a necessidade de que todos os envolvidos reconheçam a urgência de encontrar fontes de financiamento para garantir a continuidade das políticas públicas e evitar um colapso no funcionamento do Estado.
Na noite de quarta-feira (28/5), a liderança do Congresso se reuniu com a equipe econômica, incluindo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e líderes partidários.
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