Na última sexta-feira (16/5), o senador Fabiano Contarato (PT-ES) comentou sobre sua assinatura do requerimento que solicita a formação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma iniciativa respaldada pela oposição. “Meu compromisso no combate à corrupção é inegociável, como sempre foi, tanto na esfera pública quanto no exercício do meu mandato”, afirmou o senador em sua declaração.
Conforme relatado pelo Metrópoles, a decisão de alguns senadores do PT em apoiar a CPMI do INSS ocorreu sem consulta prévia ao Palácio do Planalto, sendo vista como uma ação isolada que contraria a diretriz do governo federal. Contarato ressaltou: “O relatório da CGU revela os valores exorbitantes movimentados por entidades e indivíduos sob investigação. É fundamental compreender como isso ocorreu, quem autorizou, quem se beneficiou e por que não foram tomadas medidas antes”.
O senador foi o primeiro a assinar o requerimento na quinta-feira (15/5). O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), informará durante uma audiência com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, que a bancada manifestaria apoio à instalação da comissão.
Entretanto, a orientação do Palácio do Planalto é para que a bancada petista não endosse a CPMI. Os senadores estabelecem um paralelo entre essa CPMI e as investigações do 8 de janeiro e da CPI da Pandemia, que foram prejudiciais ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esse raciocínio é considerado inadequado, uma vez que as comissões anteriores investigaram questões que não estavam sob a alçada do governo da época.
No que diz respeito ao escândalo do INSS, já há uma investigação em andamento pela Polícia Federal (PF), e a administração federal acredita que os parlamentares não conseguiriam acrescentar mais informações além do que já está sendo apurado pela corporação. Assim, a CPMI seria vista apenas como uma “guerra política” a ser explorada pela oposição.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se manifestou na sexta-feira sobre o assunto. “Uma CPMI, no contexto de exploração política em que está sendo proposta, pode comprometer a eficácia da investigação policial, que deve permanecer livre de interferências externas e do vazamento de dados. Além disso, pode atrasar o ressarcimento das vítimas, já que sua duração está prevista para seis meses, impactando as medidas já em andamento”, esclareceu.