O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quarta-feira (28/5) que a equipe econômica está analisando diferentes opções em relação ao recente aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que foi divulgado na semana anterior pelo governo federal. “Nós estamos explorando alternativas (…) para realizar uma avaliação minuciosa e responsável, buscando o que é mais adequado para o país neste momento”, declarou ele aos jornalistas.
A declaração de Durigan ocorreu após uma reunião com representantes dos principais bancos privados do Brasil e com o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. O secretário também mencionou que a Fazenda está aberta a realizar “as revisões e ajustes necessários”.
“Discutimos as propostas apresentadas pela Febraban, bem como outras que trouxemos para a mesa. É natural que avancemos nas discussões sobre possíveis alternativas a aspectos específicos desse ajuste no IOF”, completou.
Quando indagado sobre a possibilidade de um contingenciamento de emendas parlamentares no Orçamento de 2025, Durigan afirmou que “isso não está em consideração” e ressaltou que, se houver alterações na medida do IOF, o governo precisará ajustar a execução da peça orçamentária, seja por meio de contingenciamento ou bloqueio.
Isaac Sidney, presidente da Febraban, destacou que o aumento do IOF terá um impacto “severo” no custo do crédito, enfatizando que as micro, pequenas e médias empresas devem ser as mais prejudicadas. A federação estima que o custo efetivo do crédito pode oscilar entre 14,5% e 40%, em termos de juros.
Sidney também reiterou a posição da Febraban contra o aumento do IOF, mas optou por manter um “debate construtivo” com o Ministério da Fazenda. “Neste momento, criticar seria a abordagem mais simples, mas escolhemos um diálogo produtivo”, explicou.