A defesa do general Nilton Diniz, que foi isentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de tentativa de golpe de Estado, declarou que a decisão dos ministros da Primeira Turma foi “justa”. De acordo com os advogados, as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não são suficientes para incriminar o general. “Demonstramos isso e ressaltamos que o general esteve em uma missão no exterior de agosto de 2020 até 16 de novembro de 2022”, apontou o advogado Cleber Lopes.
Segundo ele, Nilton Diniz participou de uma reunião que, conforme alegado pela PGR, tinha como objetivo criar um documento para pressionar o comandante do Exército a se envolver em uma tentativa de golpe. Contudo, Lopes enfatizou que a presença do general naquele encontro foi acidental. “Embora ele tenha estado na reunião, isso foi puramente circunstancial, pois assim que retornou do exterior, foi para Maceió e permaneceu lá até pouco antes do encontro. Ele se sente aliviado”, explicou.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, concordou com os argumentos apresentados e afirmou que não há evidências que comprovem a participação do general na elaboração do documento mencionado pela PGR. Por unanimidade, a Primeira Turma do STF acolheu o voto de Moraes, rejeitando a denúncia contra Nilton Diniz e o coronel Cleverson Ney Magalhães, enquanto decidiu pelo recebimento da acusação em relação aos outros 10 denunciados.
O julgamento da denúncia da PGR contra o núcleo 3 da suposta trama golpista teve início na manhã desta terça-feira (20/5), com a leitura do relatório e as sustentações orais das defesas dos 12 acusados. Após a pausa da sessão, Moraes apresentou seu voto, inicialmente abordando as questões preliminares levantadas pelas defesas, que foram todas rejeitadas e confirmadas pela Turma.
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