O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que o asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, se deu em razão da “necessidade urgente” da situação. A declaração foi feita nesta terça-feira (20/5) durante uma reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado.
Segundo o chefe da diplomacia brasileira, Heredia pediu asilo em um momento em que enfrenta sérios problemas de saúde. “A senhora Heredia passou por uma cirurgia delicada recentemente, relacionada à coluna cervical, e está em fase de recuperação. Além disso, ela tem um filho menor que ficaria sem assistência, uma vez que seu marido encontra-se detido. A concessão do asilo diplomático seguiu um procedimento protocolar”, explicou Vieira.
Quando questionado sobre a condenação da ex-primeira-dama, acusada de corrupção, o chanceler brasileiro enfatizou que essa questão não é relevante para a concessão do asilo. “Não cabe discutir o mérito da condenação, dado o caráter de urgência humanitária. Trata-se de uma decisão totalmente protocolar”, afirmou.
Mauro Vieira também mencionou que o governo peruano não se opôs ao pedido de Heredia, e que a concessão do asilo político no Brasil contou com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ex-primeira-dama encontra-se no Brasil desde 16 de abril, após buscar abrigo na embaixada brasileira em Lima. De lá, ela foi levada, acompanhada do filho, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até Brasília.