A cineasta Bárbara Marques, que estava sob custódia da polícia de imigração (ICE) dos Estados Unidos há um mês, finalmente foi liberada e já está de volta à sua residência na Califórnia.
O que ocorreu
O retorno de Bárbara foi anunciado por seu marido, que compartilhou uma foto dela em seu perfil no Instagram, expressando sua felicidade: “É com grande alegria que compartilho que Bárbara está de volta para casa! Agradeço a todos que nos enviaram mensagens de apoio, nos mantiveram em suas orações ou contribuíram nas campanhas de telefonemas para assegurar que tivéssemos o devido processo legal que todos merecem. Nós amamos vocês!”
A polícia de imigração foi contatada para fornecer mais informações sobre o caso de deportação de Bárbara e atualizaremos este texto assim que tivermos novos dados.
Relembrando o caso
Bárbara contraiu matrimônio com o americano Tucker May em abril e havia agendado uma audiência em Los Angeles para obter o green card, que permite a residência permanente legal no país. De acordo com Tucker, a audiência parecia ter sido positiva, mas Bárbara acabou sendo detida. O que levou à sua prisão teria sido uma audiência perdida em 2019 da qual ela não tinha sido informada, conforme relato de seu marido.
Segundo Tucker, um policial utilizou a justificativa de uma copiadora quebrada para afastá-la de seu advogado. Assim que ficou sozinha, Bárbara foi presa. Inicialmente, ela foi detida na Califórnia, depois transferida para o Arizona e, em seguida, levada para Louisiana. “Após quase três dias em transporte algemada, enfrentando mais de 12 horas sem alimentação ou hidratação e quase sem dormir, ela não recebeu nem mesmo uma cama neste local”, relatou Tucker, que também mencionou que, enquanto escrevia, ela estava tentando dormir no chão e não estava recebendo tratamento para um problema nas costas. “Ela não possui antecedentes criminais, mas está passando por um tratamento desumano que nem mesmo seria aceitável para criminosos reincidentes”, completou Tucker.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que tem ciência do caso e está oferecendo assistência consular à brasileira através do Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles. A reportagem também se dirigiu ao consulado e aguarda resposta, e atualizaremos o texto assim que tivermos um retorno.
O Ministério ressaltou que não pode divulgar detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros, atendendo ao direito à privacidade e respeitando o que está estipulado na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012.