Cristiano Marques Gomes, popularmente conhecido como Cris, nasceu em Guarulhos no dia 3 de junho de 1977 e se destacou como um dos principais zagueiros do futebol brasileiro no início dos anos 2000. Formado nas categorias de base do Corinthians, ele rapidamente se destacou no time profissional, conquistando títulos significativos. No entanto, foi no Cruzeiro que ele realmente brilhou, levantando troféus e conquistando a adoração da torcida celeste. Vamos descobrir o que Cris tem feito nos dias de hoje.
Em 2004, Cris fez sua transferência para o Lyon, onde se tornou um verdadeiro ídolo. Com determinação, liderança e grande físico, ele foi fundamental durante uma fase de ouro do clube francês, acumulando diversos troféus nacionais e assumindo a braçadeira de capitão. Sua atuação consistente na Europa o levou a ser convocado para a Seleção Brasileira em várias ocasiões, incluindo a Copa América de 2004 e a Copa do Mundo de 2006.
A trajetória de Cris também inclui passagens por Bayer Leverkusen, Galatasaray, Grêmio e Vasco da Gama, mas seu legado é mais forte em duas equipes: Cruzeiro e Lyon. Foi nesses clubes que ele se consolidou como o “xerife”, um apelido que o acompanhou ao longo de sua carreira.
Após se aposentar dos gramados, Cris decidiu continuar sua trajetória no futebol como treinador, iniciando sua jornada nas categorias de base e, atualmente, liderando uma equipe profissional na França.
Sua transferência do Corinthians para o Cruzeiro em 1999 marcou o início de uma nova era para o zagueiro, que rapidamente se tornou um dos protagonistas do time. Ele foi peça chave em um período de grande sucesso, que incluiu a conquista de duas Copas do Brasil (2000 e 2003), duas Copas Sul-Minas e, principalmente, o Campeonato Brasileiro de 2003, um ano marcante para a Raposa. Reconhecido por sua dedicação e garra em campo, ele se afastou da imagem de jogador violento e se firmou como um defensor sólido e confiável. Sua idolatria é tamanha que, em uma recente votação, foi escolhido como o melhor zagueiro do Cruzeiro no século XXI, superando grandes nomes como Luisão e Dedé.
No Lyon, entre 2004 e 2012, Cris viveu o auge de sua carreira, conquistando quatro títulos consecutivos da Ligue 1, além de diversas Copas e Supercopas da França. Ele se tornou capitão do time, um símbolo de liderança e uma referência na defesa. Sua presença constante em jogos da Champions League o elevou ao status de um dos melhores defensores estrangeiros da história do futebol francês, e seu nome ainda é reverenciado pelos torcedores do clube.
Cris também teve a honra de vestir a camisa da Seleção Brasileira em diferentes ciclos. Ele participou da Copa América em 2001 e foi parte do elenco campeão de 2004, realizado no Peru. Além disso, integrou o grupo convocado para a Copa do Mundo de 2006, embora sem grande destaque. Ao todo, ele atuou em 17 partidas pela Seleção, marcando um gol e se firmando como uma presença regular com sua defesa sólida.
Após finalizar sua passagem pelo Lyon em 2012, Cris se transferiu para o Galatasaray, na Turquia, onde sua estadia foi breve. No início de 2013, ele foi para o Grêmio a pedido de Vanderlei Luxemburgo, mas não conseguiu atender às expectativas, levando à sua transferência para o Vasco da Gama. No clube carioca, também não conseguiu repetir suas performances anteriores, encerrando sua carreira como jogador em 2013, depois de mais de 800 jogos entre clubes e Seleção.
Após se aposentar, Cris (@cris_marques_gomes) iniciou sua nova jornada como treinador, obtendo a licença Pro da UEFA. Ele trabalhou nas categorias de base do Lyon e, em seguida, assumiu o comando de equipes do futebol francês, como GOAL FC, Le Mans e Versailles. Em 2024, foi anunciado como técnico do Châteauroux, um clube da terceira divisão francesa. Hoje, com 48 anos, ele continua no comando de uma equipe, mantendo-se ativo no futebol europeu.