A Associação dos Policiais do Congresso Nacional (APCN) manifestou seu apoio às ações das forças de segurança durante o confronto com grupos indígenas ocorrido na noite da última quinta-feira (10/4), na Esplanada dos Ministérios. Em uma nota publicada neste sábado (12/4), a associação afirmou que a operação respeitou os protocolos técnicos e legais, considerando a necessidade de uma resposta policial após os manifestantes ultrapassarem as barreiras e avançarem sobre o gramado do Congresso Nacional.
De acordo com a APCN, a ação foi concebida com base em um Protocolo de Ação Integrada (PAI), que envolveu a colaboração de órgãos de segurança e representantes indígenas, incluindo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). O protocolo estabelecia limites para o deslocamento dos manifestantes, que, segundo a APCN, não foram respeitados.
“A violação desse limite demandou uma resposta imediata e cautelosa das forças de segurança, que atuaram de maneira proporcional, seguindo os parâmetros legais e utilizando meios de menor potencial ofensivo, como gás lacrimogêneo, com o intuito de restaurar a ordem e evitar um confronto físico direto, minimizando assim os riscos para todos os envolvidos”, declarou a APCN.
Imagens capturadas pelo Metrópoles mostram os manifestantes chegando à Praça das Bandeiras às 18h25. Um minuto depois, ocorreram a derrubada das grades e o início da invasão do gramado. Às 18h27, os agentes lançaram gás lacrimogêneo para dispersar o grupo. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) formou uma linha de contenção às 18h33, e, por volta das 18h38, o gramado central já estava desocupado. A dispersão total foi concluída às 19h28.
A associação enfatizou que a atuação dos agentes respeitou os princípios de legalidade, necessidade, proporcionalidade e precaução. A APCN também destacou que o uso de equipamentos não letais está em conformidade com protocolos de segurança, tanto nacionais quanto internacionais, e reafirmou que os agentes agiram com profissionalismo e respeito à ordem democrática.
Por outro lado, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) repudiou a reação policial, descrevendo os eventos como “atos de violência do Congresso contra os indígenas”. “O Congresso, além de aprovar leis inconstitucionais, ataca os povos indígenas e seus próprios representantes. Lamentamos o uso desnecessário de substâncias químicas contra manifestantes, incluindo mulheres, idosos, crianças e lideranças tradicionais,” afirmou a Apib em nota.
Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.