“O Que Aconteceu no Verão Passado” faz sua estreia nos cinemas hoje, dando sequência à história iniciada em 1997 sob a direção de Jim Gillespie. O filme é inspirado na obra da escritora Lois Duncan, que lançou o livro na década de 1970. No Brasil, a publicação foi feita pela editora Planeta Minotauro, com o título “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado: Alguns Segredos Não Poderão Ser Esquecidos…”.
Entretanto, a autora manifestou descontentamento em relação à versão para o cinema. Segundo ela, a essência do livro está na investigação, ao invés de se concentrar na violência. Além disso, os personagens centrais não encontram a morte na narrativa original. Em 2002, Lois expressou sua insatisfação em uma entrevista ao site Absolute Write, afirmando: “Sinto desconforto com narrativas que glorificam a violência, tornando-a emocionante em vez de perturbadora, especialmente na televisão, onde a ação frequentemente ofusca a reflexão”.
Como mãe de uma vítima de homicídio, não considero que mortes violentas sejam motivo de riso ou entretenimento. – Lois Duncan
Kaitlyn Arquette, filha de Lois, foi assassinada em 1989, aos 18 anos, quando foi atingida por disparos enquanto dirigia. Inicialmente, a polícia tratou o caso como sem solução, mas Lois acreditava que o crime estava ligado a possíveis denúncias de sua filha contra um ex-namorado, supostamente envolvido com atividades criminosas.
Lois Duncan faleceu em 2016, tendo escrito várias obras de mistério voltadas para o público adolescente, incluindo “Who Killed My Daughter?” (“Quem Matou a Minha Filha?”, em tradução não oficial), que se baseia na trágica história de Kaitlyn. O assassino da filha da autora confessou o crime em 2021. Paul Apodaca, na época com 55 anos, foi condenado a 45 anos de prisão após admitir ter matado três jovens mulheres: Stella Gonzales, de 13 anos, Kaitlyn Arquette, de 18, e Althea Oakeley, de 21, sem qualquer relação com as vítimas.