Durante uma audiência no Senado Federal nesta terça-feira (27/5), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfrentou ataques de alguns parlamentares. A ministra deixou a sessão após uma troca de palavras acalorada com o senador Marcos Rogério (PL-RO), que lhe disse para “se colocar no seu lugar”. Este incidente se junta a uma série de situações consideradas machistas, que frequentemente ocorrem sem a devida punição, e que muitas ministras têm que lidar.
Após o episódio, diversas autoridades, incluindo parlamentares e especialmente ministras do governo, manifestaram apoio a Marina e exigiram a responsabilização dos que a atacaram. Este não é um incidente isolado; há cerca de dois meses, o senador Plínio Valério fez comentários ameaçadores sobre a ministra, ao sugerir em um evento da Fecomércio no Amazonas que apenas a sua presença em uma CPI era insuportável. “Imagine o que é tolerar a Marina por seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, declarou.
Na época, nove deputados apresentaram uma denúncia contra o senador ao Conselho de Ética do Senado, que também recebeu críticas do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Contudo, até agora, não houve qualquer sanção. A última reunião do colegiado ocorreu em 9 de julho do ano anterior.
Marina Silva não está sozinha nessa batalha; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também foi alvo de comentários machistas por parte de parlamentares. Em suas redes sociais, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) comparou Lula a um “cafetão”, insinuando que Gleisi seria tratada como uma garota de programa. Em resposta, a ministra protocolou uma queixa-crime contra o deputado no Supremo Tribunal Federal (STF) e solicitou uma indenização de R$ 30 mil por danos morais. Após a repercussão negativa, Gayer se manifestou em defesa de Gleisi, acusando Lula de desprezá-la.
Além de Gayer, o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) também fez comentários ofensivos, referindo-se a Gleisi como “uma prostituta do caramba”. Em consequência, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu suspender o mandato de Gilvan por três meses.
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