Em questão de minutos, Virginia Fonseca conquistou o plenário nº 2 do Senado com seu carisma. Funcionários e admiradores lotaram o espaço para vê-la de perto e se divertiram com suas primeiras palavras. “Deus abençoe nossa audiência, vamos em frente”, declarou a influenciadora ao iniciar seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets.
Nesta terça-feira (13), Virginia se apresentou à CPI do Senado, responsável por investigar possíveis irregularidades em sites de apostas online. Com um visual descontraído, ela usava um casaco estampado com a imagem de sua filha, Flô Flô, e colocou um copo Stanley rosa de quase 30cm sobre a mesa. Não parecia que a oitava brasileira mais seguida no Instagram estava prestes a depor sobre questões relacionadas a esquemas milionários de apostas esportivas, incluindo o Jogo do Tigrinho.
Sua primeira declaração provocou sorrisos, especialmente no rosto de seu marido, o influenciador e cantor Zé Felipe, que a acompanhou ao Senado. Ele entrou no local com um sorriso no rosto, sentou-se à mesa ao lado de outros senadores, usando um boné virado para trás, um casaco preto e correntes.
Virginia foi convocada pela relatora da CPI das Bets, Soraya Thronicke (União-MT), que visa investigar a crescente influência dos jogos de apostas online no orçamento das famílias brasileiras e a possível ligação com organizações criminosas dedicadas à lavagem de dinheiro, além do papel dos influenciadores digitais na promoção dessas práticas.
Um dos pontos de investigação é se Virginia receberia uma porcentagem do dinheiro perdido por apostadores que utilizassem seu código de acesso nas plataformas. Ela negou essa afirmação, esclarecendo: “A única cláusula sobre ganhos no meu contrato com a Esportes da Sorte dizia que, se eu conseguisse dobrar o lucro projetado, receberia 30% a mais. Meus ganhos nunca estiveram atrelados ao número de apostadores.”
Com mais de 53,4 milhões de seguidores no Instagram, Virginia é vista como uma figura-chave nas estratégias de marketing para atrair novos apostadores para essas plataformas. Ela tinha um contrato com a Esportes da Sorte, uma das empresas sob investigação da Polícia Federal.