O prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, anunciou que não irá formalizar sua candidatura à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19/5), após uma reunião com a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que atua como articuladora política do governo. Membro da corrente majoritária do partido, chamada Construindo um Novo Brasil (CNB), Quaquá revelou que atendeu a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nos últimos dias, a liderança da CNB, da qual faço parte, se reuniu diversas vezes para promover a unidade dentro da corrente. A ministra Gleisi, que já presidiu o PT e é respeitada por todos, deixou claro, em sua posição de confiança junto ao presidente Lula, o apoio e o pedido para que apoiássemos a candidatura de Edinho à presidência”, afirmou Quaquá.
Com a decisão do prefeito, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e ex-ministro da Secretaria de Comunicação no governo Dilma Rousseff, se torna o candidato favorito do presidente Lula para assumir a presidência do PT. Este anúncio ocorre no último dia para o registro de candidaturas à liderança do partido.
A disputa interna na CNB está resolvida, e agora haverá competição entre diferentes correntes do PT. O deputado federal Rui Falcão (PT-SP), que já foi presidente do partido entre 2011 e 2017, também formalizou sua candidatura. Rui conta com o apoio de ex-presidentes do PT, como José Genoíno e Olívio Dutra, além de João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Falcão é parte da corrente Novo Rumo e tem o respaldo de outras tendências internas, como a Democracia Socialista (DS), Avante, Diálogo, Ação Petista (DAP) e Militância Socialista (MS). Outros dois nomes históricos do partido também se lançaram na disputa: Romênio Pereira, secretário de Relações Internacionais do PT, e Valter Pomar, historiador e membro do Diretório Nacional da sigla.
As eleições internas do PT são marcadas por competições que se tornam públicas, já que o estatuto do partido exige que os candidatos à presidência participem de uma série de debates. Para a eleição de 2025, estão previstos pelo menos cinco debates. Por isso, o governo tentou, até o último instante, persuadir Quaquá a retirar sua candidatura, temendo que essa disputa pudesse enfraquecer o partido em um ano eleitoral.
No Processo de Eleição Direta (PED), todos os filiados que registrarem suas adesões até 28 de fevereiro de 2025 poderão votar. Esse formato aberto intensifica a tensão e a incerteza sobre a escolha. O primeiro turno está agendado para 6 de julho, e o segundo turno, para 20 de julho.
Fique atualizado sobre as notícias do Brasil pelo WhatsApp e não perca nada! Acesse o canal de notícias do Metrópoles. Você também pode seguir as novidades pelo Telegram, acessando o canal do Metrópoles.