Uma audiência pública marcada para o dia 29 de maio, às 14h, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, irá debater a proposta de implementação de dois ‘setores populares’ no Mineirão. A iniciativa foi convocada pelo deputado estadual Professor Cleiton (PV), que se inspirou em sugestões de torcedores do Cruzeiro que procuraram sua ajuda para promover essas áreas no estádio. Após apresentar a ideia ao comitê gestor do Mineirão e perceber que não havia objeções, o deputado decidiu organizar a audiência para tratar do assunto.
“Não houve resistência por parte da Minas Arena nem do Governo, e por isso achamos essencial realizar uma audiência pública. Queremos garantir que não haja complicações legais, pois estamos lidando com um espaço público que foi adaptado para atender aos padrões da FIFA durante a Copa do Mundo”, afirma.
O deputado enfatiza que a proposta tem como objetivo reverter a elitização do futebol. Ele menciona exemplos de outras arenas que já retiraram cadeiras de setores, obtendo sucesso com essa mudança. “Nos últimos anos, observamos um processo de elitização no futebol, resultando na falta de setores acessíveis em vários estádios. A Neo Química Arena e o Allianz Parque, por exemplo, fizeram essa alteração”, detalhou.
Além da questão da acessibilidade, Professor Cleiton também levanta preocupações relacionadas à segurança e à economia. “Durante a audiência, pessoas vão compartilhar experiências de lesões causadas por cadeiras. Um estudo revelou que a remoção dessas cadeiras em setores específicos pode reduzir custos em torno de R$ 45 a 60 mil”, informa.
O deputado revela que já existe um estudo elaborado pela Minas Arena, administradora do Mineirão, sobre a viabilidade de retirar as cadeiras atrás dos gols. Na audiência do dia 29, além da empresa, estarão presentes representantes de Cruzeiro e Atlético, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, um engenheiro especializado em estádios, um jornalista que estuda a elitização do futebol e um representante do Governo de Minas.
“O principal objetivo é tornar esses setores mais acessíveis, atendendo a uma população que se sente excluída do estádio. Devido ao contrato vigente, precisamos ouvir o Estado sobre as possíveis mudanças. Existe uma legislação que proíbe a remoção de cadeiras, mas estou propondo um novo projeto para revogar essa norma”, conclui o deputado.
A equipe do TEMPO Sports entrou em contato com a Minas Arena para obter um posicionamento e aguarda uma resposta. A matéria será atualizada assim que houver retorno.