A Polícia Civil do Ceará (PCCE) efetuou nesta terça-feira, 22 de outubro, a prisão preventiva do namorado de Isabelle Caracristi, jovem estudante que foi encontrada morta em 13 de setembro no condomínio onde residia, localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza. A medida foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que mantém o caso sob sigilo de justiça, sem divulgar detalhes sobre as motivações que levaram à prisão ou às investigações em andamento.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou a detenção e informou que uma nota oficial sobre o caso será divulgada ainda nesta terça-feira. Na última segunda-feira, 21 de outubro, a Polícia Civil realizou uma série de oitivas na tentativa de esclarecer as circunstâncias que envolveram a morte da jovem. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de obter mais informações que possam contribuir para o entendimento do ocorrido.
A defesa do namorado de Isabelle declarou que está “integralmente dedicada e imbuída” no acompanhamento do caso. Em nota oficial, as advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana ressaltaram que, devido à intensidade e à dinâmica dos atos processuais ao longo do dia, não poderiam conceder entrevistas ou responder a questionamentos específicos no momento. Elas reforçaram o compromisso da defesa com a transparência e a busca pela verdade, afirmando que se pronunciarão novamente assim que os trabalhos previstos para o dia forem concluídos.
A morte de Isabelle Caracristi ganhou ampla repercussão após a divulgação de um vídeo pela mãe da jovem, a professora Isorlanda Caracristi, na sexta-feira, 18 de outubro. No vídeo, a mãe expôs a situação e cobrou justiça pelo falecimento da filha. Ela relatou que o último contato com Isabelle ocorreu por meio de duas mensagens enviadas pelo WhatsApp no início da noite de domingo, antes de seu falecimento. Em uma delas, a estudante pediu para que a mãe verificasse uma comida que havia deixado na airfryer, e na outra, declarou: “mãe, eu te amo”.
Segundo a professora, após o envio dessas mensagens, não recebeu mais respostas de Isabelle, acreditando que a filha estivesse dormindo. No entanto, na manhã seguinte, ao tentar contato novamente, ela descobriu que havia sido bloqueada pelo telefone da filha, além de seus perfis nas redes sociais, incluindo o Instagram. A professora relatou o sentimento de desespero ao perceber a situação e a dificuldade em obter informações sobre o paradeiro de Isabelle.
Somente ao comparecer ao condomínio onde Isabelle morava com o namorado, a sogra e um irmão dele, a mãe foi informada pela síndica de que a jovem havia falecido na noite anterior. Ainda não há um laudo conclusivo da perícia forense que indique a causa da morte de Isabelle Caracristi. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Fortaleza, que busca esclarecer as circunstâncias do falecimento, que permanece sob análise até o momento.
A investigação continua em curso, com as autoridades buscando reunir todos os elementos necessários para determinar as responsabilidades e as motivações envolvidas nesse episódio que chocou a comunidade local.