Nesta quinta-feira, 17 de outubro, foi comemorado o Dia Mundial da Segurança do Paciente, uma data que visa conscientizar a sociedade e os profissionais de saúde sobre a importância de garantir cuidados seguros em todas as etapas do atendimento, desde a prevenção e o diagnóstico até o tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e autocuidado. O tema deste ano, “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”, reforça a necessidade de ações voltadas à redução dos riscos associados às chamadas doenças crônicas, que representam uma das maiores preocupações globais em saúde pública.
Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as doenças não transmissíveis, também conhecidas como doenças crônicas, respondem por aproximadamente 74% das mortes em todo o mundo, afetando bilhões de pessoas de diferentes faixas etárias. Essas enfermidades de longa duração incluem condições como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, que frequentemente requerem acompanhamento contínuo e cuidados permanentes ao longo da vida do paciente. A prevalência crescente dessas doenças reforça a urgência de estratégias de prevenção e controle eficazes, tanto em nível individual quanto em políticas públicas.
A OMS destaca que o combate às doenças não transmissíveis é uma prioridade global, refletida na declaração política das Nações Unidas sobre doenças não transmissíveis e saúde mental, lançada em 2018. Essa declaração enfatiza a importância de fortalecer ações de prevenção, melhorar o manejo de longo prazo e assegurar o acesso a cuidados de saúde seguros e de qualidade. Para o organismo internacional, o enfrentamento dessas enfermidades deve envolver uma abordagem integrada, com foco na promoção de hábitos saudáveis, na detecção precoce e na gestão adequada dos casos, de modo a reduzir complicações e mortalidade.
No cenário brasileiro, o Ministério da Saúde reforça a importância do protagonismo do paciente no cuidado à saúde. Em nota oficial, a pasta orienta que a participação ativa nas decisões relacionadas ao tratamento, bem como a compreensão do plano de cuidado, contribuem significativamente para a segurança do paciente. Durante o atendimento, recomenda-se que o próprio paciente ou familiares questionem sobre os objetivos do tratamento, o uso de medicamentos, possíveis reações adversas, o momento de retornar ao serviço de saúde e os locais onde podem buscar ajuda em caso de agravamento da condição.
Além disso, o ministério aconselha que, sempre que possível, o paciente seja acompanhado por alguém de confiança nas consultas, especialmente quando houver dificuldades de compreensão ou memorização das orientações recebidas. Anotar as informações mais importantes é uma estratégia que ajuda a garantir a continuidade do cuidado, facilitando o acompanhamento da evolução do quadro de saúde e a realização de ajustes necessários no tratamento. O acompanhamento periódico também possibilita a avaliação da resposta às intervenções, a identificação de possíveis complicações e a organização do cuidado entre diferentes serviços de saúde.
Em situações de emergência ou agravamento súbito da condição, a orientação oficial é buscar atendimento imediato, seja por meio de unidades de emergência ou acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192. Essas ações visam minimizar riscos e garantir uma resposta rápida, fundamental para evitar complicações graves e salvar vidas.
Ao reforçar a importância de práticas seguras e do autocuidado, o Dia Mundial da Segurança do Paciente busca promover uma cultura de atenção contínua à qualidade do cuidado em saúde, com foco na prevenção de doenças crônicas e na redução de riscos associados a esses quadros, que representam uma parcela significativa da mortalidade global.