Nesta quinta-feira, dia 20 de setembro, bancários de todo o país irão realizar uma paralisação de 24 horas, como parte das ações de mobilização relacionadas à campanha salarial de 2026. A decisão foi tomada em assembleias realizadas na última segunda-feira, dia 17, e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários, entidade responsável por coordenar as ações da categoria. A greve visa pressionar os bancos a apresentarem uma proposta que atenda às reivindicações da categoria, que incluem reajustes salariais, melhorias nos benefícios e outras demandas econômicas.
A categoria exige um reajuste salarial de 5% acima da inflação, conhecido como aumento real, além de melhorias no piso salarial, que é o valor mínimo recebido pelos trabalhadores, e na participação nos lucros e resultados (PLR). Entre os pedidos específicos estão também o reajuste do valor do vale-refeição (VR), o aumento do vale-alimentação (VA) e a valorização da participação nos lucros, que é uma forma de remuneração variável relacionada ao desempenho das instituições financeiras. Os bancários aguardam uma proposta dos bancos para atender a essas reivindicações, que foram formalizadas na entrega da pauta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho deste ano.
As negociações tiveram início em 2 de julho, mas, até o momento, os representantes patronais ainda não apresentaram uma proposta concreta que contemple as demandas da categoria. Segundo o Comando Nacional dos Bancários, essa ausência de uma proposta concreta demonstra a necessidade de mobilização e pressão por parte dos trabalhadores. A paralisação de 24 horas, contudo, não implica automaticamente o fechamento de todas as agências e unidades bancárias, pois a adesão dependerá da participação dos bancários e das atividades organizadas pelos sindicatos em diferentes regiões do país.
Para os trabalhadores que atuam em regime de home office, foi orientado que não acessem os sistemas internos nem registrem ponto durante o período de greve, a fim de evitar possíveis implicações trabalhistas. A pauta de reivindicações foi entregue oficialmente à Fenaban há quase três meses, e as negociações seguem dentro do cronograma estabelecido pelas entidades patronais, segundo informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No entanto, o Comando Nacional dos Bancários afirma que ainda não houve uma proposta formal que atenda às reivindicações econômicas da categoria para este ciclo de negociações.
A greve ocorre em um momento de proximidade da data-base da categoria, que tradicionalmente é marcada por negociações intensas e mobilizações. A realização da paralisação nesta data reforça a determinação dos bancários em buscar melhorias nas condições de trabalho e remuneração, além de sustentar a pressão para que os bancos apresentem uma proposta que atenda às expectativas da categoria. A expectativa é de que as negociações prossigam nos próximos dias, com o objetivo de avançar nas reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.