Os preços dos combustíveis e do gás de cozinha registraram uma redução na última semana, conforme levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados indicam que o diesel S-10 apresentou a maior queda, de 0,4%, seguido pela gasolina, com recuo de 0,3%, enquanto o gás de cozinha manteve estabilidade, com uma redução de apenas 0,04%. Essas variações refletem uma tendência de queda nos preços ao consumidor final, mesmo diante de oscilações no mercado internacional.
Na análise dos valores médios, a gasolina passou de R$ 6,55 para R$ 6,53 por litro, uma diminuição de 0,3%. Já o diesel, que na semana anterior tinha preço médio de R$ 6,94, caiu para R$ 6,91, representando uma redução de 0,3%. Quanto ao gás de cozinha, cujo preço médio do botijão de 13 quilos ficou em R$ 113,89, houve uma leve baixa de R$ 0,05 em relação à semana anterior, quando o valor era de R$ 113,94.
A cidade de São Paulo se destacou por apresentar os preços mais elevados para os três combustíveis analisados. O litro de gasolina na capital paulista chegou a R$ 8,97, enquanto o diesel atingiu R$ 9,19 por litro. O valor do botijão de gás de cozinha, por sua vez, foi de R$ 161,00, valores significativamente superiores às médias nacionais, refletindo a dinâmica de preços praticada na maior cidade do país.
Além do comportamento de preços na última semana, a análise da primeira quinzena de agosto também revela uma tendência de retração. Nesse período, o diesel S-10 liderou as quedas, com uma redução de 0,5%. A gasolina apresentou queda de 0,4%, e o gás de cozinha recuou 0,2%. Essas diminuições ocorrem em um cenário de oscilações internacionais, impulsionadas por fatores como a guerra entre Estados Unidos e Irã, que elevaram os preços globais dos combustíveis.
Apesar do aumento nos preços internacionais, os valores internos continuam a apresentar tendência de baixa, sustentada por programas de subvenção do governo federal. Essas ações visam conter a alta dos preços e evitar impactos mais severos no bolso do consumidor brasileiro. A manutenção dessa política de apoio é vista como uma estratégia para equilibrar o mercado doméstico, mesmo diante de pressões externas que influenciam os custos de produção e distribuição dos combustíveis.