AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Cyrela registra aumento de 16% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026, atingindo R$ 452 milhões • Estrutura e funções essenciais para a segurança operacional em aeroportos brasileiros • Estudo da UFMG revela riscos de violência, toxicidade e problemas de saúde mental na plataforma Discord • Simaria anuncia retorno aos palcos após quatro anos de pausa • Instagram apresenta nova identidade visual após uma década de vigência • Casa Branca estima perda de até US$ 26 bilhões devido a evasão comercial da China • Audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem acordo entre GDF e União • Fitch mantém classificação de crédito dos Estados Unidos em “AA+” com perspectiva estável • Inmet monitora possível onda de calor que pode atingir regiões da Amazônia, Centro-Oeste e Sudeste • Diferença no Acesso ao Emprego Formal entre Homens e Mulheres Apresenta Redução no Brasil • Cyrela registra aumento de 16% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026, atingindo R$ 452 milhões • Estrutura e funções essenciais para a segurança operacional em aeroportos brasileiros • Estudo da UFMG revela riscos de violência, toxicidade e problemas de saúde mental na plataforma Discord • Simaria anuncia retorno aos palcos após quatro anos de pausa • Instagram apresenta nova identidade visual após uma década de vigência • Casa Branca estima perda de até US$ 26 bilhões devido a evasão comercial da China • Audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem acordo entre GDF e União • Fitch mantém classificação de crédito dos Estados Unidos em “AA+” com perspectiva estável • Inmet monitora possível onda de calor que pode atingir regiões da Amazônia, Centro-Oeste e Sudeste • Diferença no Acesso ao Emprego Formal entre Homens e Mulheres Apresenta Redução no Brasil •

Estudo da UFMG revela riscos de violência, toxicidade e problemas de saúde mental na plataforma Discord

•Adolescentes posam para uma foto enquanto seguram smartphones em frente a um logotipo do Discord nesta ilustração tirada em 11 de setembro de 2025. REUTERS/Dado Ruvic

Um levantamento inédito realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) trouxe à tona um panorama detalhado do ecossistema do Discord, uma das plataformas de comunicação mais populares entre jovens e comunidades digitais. A pesquisa, que abrange quase uma década de dados, analisa o comportamento de milhões de usuários e evidencia tanto a diversidade de conteúdos quanto os riscos associados ao ambiente descentralizado da plataforma.

A investigação, intitulada “Discord revelado: um conjunto abrangente de dados de comunicação pública”, reuniu informações públicas do serviço desde 2015 até 2024, permitindo uma análise aprofundada das interações na plataforma. Foram analisadas mais de 2,05 bilhões de mensagens enviadas por cerca de 4,73 milhões de usuários distribuídos em mais de três mil servidores. Esses dados oferecem um raio-X completo do uso do Discord, que inicialmente se consolidou como um espaço voltado para comunidades de jogos digitais, mas que, ao longo dos anos, expandiu sua atuação para áreas como cultura pop, música, animes e arte.

Apesar da pluralidade de temas, a estrutura descentralizada do Discord, na qual a moderação é delegada aos administradores de cada servidor, surge como um ponto de vulnerabilidade. Segundo os pesquisadores, essa configuração, aliada ao anonimato oferecido aos usuários, favorece a formação de ambientes propícios à proliferação de grupos extremistas, redes de ódio e comportamentos nocivos, dificultando o controle de conteúdo e a garantia de segurança digital.

O estudo também destaca o papel do Discord na investigação de problemas relacionados à saúde mental entre jovens. A análise dos dados evidencia a presença de conversas envolvendo automutilação, comportamento suicida e formas severas de assédio online, temas que vêm sendo monitorados por especialistas brasileiros devido à sua gravidade e impacto na saúde mental do público jovem.

Outro aspecto relevante apontado pela pesquisa é a elevada presença de robôs, conhecidos como bots, que representam aproximadamente 17% das mensagens registradas na plataforma. Muitos desses bots atuam na gestão de servidores, mas há debates em andamento sobre o uso estratégico dessas ferramentas na moderação de conteúdo, especialmente em espaços que operam com regras próprias e de forma autônoma.

Para garantir a privacidade dos usuários durante a realização do estudo, a equipe da UFMG utilizou técnicas rigorosas de anonimização, substituindo identidades por pseudônimos e protegendo informações sensíveis. Essa abordagem permitiu uma análise aprofundada sem comprometer a privacidade dos indivíduos.

Em resposta à divulgação do estudo, a plataforma Discord afirmou que “não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência”. A empresa ressaltou que está analisando cuidadosamente a determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que determinou a suspensão de transmissões ao vivo na plataforma por três dias após a transmissão de um vídeo de suicídio de uma jovem de 13 anos, ocorrida em julho no Mato Grosso do Sul. A Discord afirmou ainda que a caracterização feita pela ANPD não reflete a realidade da plataforma, destacando os investimentos feitos em segurança e a rápida ação na remoção de servidores relacionados ao caso, além de cooperar com as autoridades policiais. A empresa explicou que a atividade criminosa foi coordenada inicialmente em outras plataformas antes da criação do servidor no Discord e que, mesmo após o banimento dos envolvidos, as ações continuaram em outros ambientes digitais.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade