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Estrutura e funções essenciais para a segurança operacional em aeroportos brasileiros

•Motiva Aeroportos/Divulgação

Apesar do alto padrão de segurança na aviação brasileira, que segue protocolos internacionais rigorosos, dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) indicam que, até 2026, ocorreram 84 acidentes com aviões em solo nacional, resultando em 25 mortes. Esses números abrangem toda a aviação no país, incluindo os setores civil (tanto comercial quanto particular) e militar. Para compreender como o sistema aeroportuário brasileiro busca prevenir tragédias, é fundamental entender a estrutura operacional e as funções desempenhadas pelos profissionais envolvidos na segurança dos aeroportos das principais capitais.

A infraestrutura aeroportuária é dividida em duas áreas principais: o Lado Terra e o Lado Ar. O Lado Terra inclui áreas acessíveis ao público, como saguão, estacionamento, praças de alimentação e os processos de check-in, onde passageiros podem circular livremente. Já o Lado Ar compreende as zonas restritas, que englobam a pista de pouso e decolagem, o pátio de estacionamento das aeronaves e as pistas de táxi, conhecidas como taxiways. Essa divisão é essencial para garantir o controle de acesso e a segurança operacional.

Diversos profissionais desempenham funções específicas para evitar acidentes e assegurar a segurança. Os Agentes de Proteção da Aviação Civil (APAC) são responsáveis por operações de inspeção, incluindo o manuseio de equipamentos de raio-X, revistas e verificações de itens proibidos ou restritos nos aeroportos. No pátio, fiscais de pátio e operadores do Centro de Controle Aeroportuário (APOC) coordenam a movimentação das aeronaves, garantindo que cada etapa seja realizada de forma segura. O operador de pushback, por sua vez, é encarregado de movimentar as aeronaves do pátio até a pista de decolagem, realizando manobras essenciais para o fluxo de operações.

Cada aeroporto brasileiro é identificado por uma sigla de três letras, definida pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA). Fundada em 1945 durante a Segunda Guerra Mundial, a IATA tem como objetivo organizar e regular a aviação civil internacional, contribuindo para a padronização e segurança do setor.

O Centro de Operações Aeroportuárias, considerado o coração do aeroporto, funciona 24 horas por dia, monitorando todas as atividades. Nesse centro, profissionais controlam a posição e as paradas de aviões, o fluxo de passageiros e a movimentação no pátio, além de supervisionar a segurança operacional de forma contínua. Segundo Marcius Moreno, diretor de Operações da Motiva Aeroportos, “um aeroporto é como uma cidade que nunca para. Por trás de cada pouso e decolagem, há uma cadeia de profissionais atuando de forma integrada, com monitoramento permanente e resposta rápida a qualquer ocorrência”.

Inspeções diárias na pista, conhecidas como procedimentos de FOD (Foreign Object Debris), são realizadas para garantir a segurança das operações. Esses procedimentos consistem na varredura minuciosa das pistas para remover objetos estranhos, peças pequenas ou embalagens que possam ser sugadas pelas turbinas das aeronaves, prevenindo acidentes causados por objetos no solo.

Por fim, os Agentes de Operações e Segurança desempenham papel fundamental na orientação e balizamento das aeronaves, indicando às equipes de voo as movimentações corretas e garantindo que todas as operações ocorram dentro dos padrões de segurança estabelecidos. Assim, a estrutura operacional dos aeroportos brasileiros reflete uma complexa rede de profissionais e procedimentos coordenados, essenciais para a prevenção de acidentes e a proteção dos passageiros.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade