O Museu de Arte da Pampulha (MAP), um dos principais símbolos culturais de Belo Horizonte, continua fechado para visitação interna enquanto aguarda o início das obras de restauração. A Prefeitura de Belo Horizonte estima que as intervenções estruturais tenham início apenas no primeiro semestre de 2027, caso o cronograma da licitação seja seguido conforme o planejado.
Embora o edifício esteja fechado, o museu mantém sua presença na cena cultural da cidade. A área externa do MAP abriga diversas atividades culturais e educativas, organizadas pela Fundação Municipal de Cultura, garantindo que o espaço permaneça ativo na vida cotidiana da Pampulha, mesmo durante o período de preparativos para a restauração.
O museu, projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer e com jardins assinados por Roberto Burle Marx, integra o Conjunto Moderno da Pampulha, que é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. O edifício também é protegido por tombamentos nas esferas municipal, estadual e federal, o que reforça sua importância histórica e arquitetônica.
Desde 2019, o prédio está fechado devido à identificação de problemas na infraestrutura, incluindo falhas nas instalações elétricas e hidráulicas. Desde então, o imóvel aguarda uma restauração completa que assegure a preservação da sua estrutura e a segurança dos visitantes. A licitação para as obras, inicialmente prevista para junho de 2023, sofreu adiamentos após as empresas interessadas solicitarem ajustes na documentação do edital. A abertura das propostas está agendada para esta sexta-feira, 10 de novembro. Se todas as etapas forem cumpridas conforme o cronograma, a contratação da empresa responsável pelas obras poderá ocorrer ainda em 2026, com o início das intervenções previsto para 2027.
Antes do começo da restauração, a prefeitura considera essencial proteger o acervo do museu. As equipes estão finalizando a nova reserva técnica do Núcleo de Pesquisa e Informação (NPI), que abrigará temporariamente cerca de 1.400 obras pertencentes ao MAP. A administração municipal destaca que a transferência do acervo deve ser concluída antes das obras para garantir a conservação das peças durante as intervenções no edifício histórico.
O projeto de restauração foi anunciado pela Prefeitura de Belo Horizonte em dezembro de 2024 e passou por análises dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio. Como o imóvel é tombado, todas as intervenções devem seguir critérios específicos de conservação, o que demanda uma série de etapas técnicas antes do início efetivo das obras.
Inaugurado em 1943, o edifício do Museu de Arte da Pampulha foi inicialmente concebido para funcionar como um cassino, parte do conjunto arquitetônico idealizado por Oscar Niemeyer na Pampulha. Com a proibição dos jogos de azar no Brasil em 1946, o prédio perdeu essa função. Em 1957, foi transformado em museu, recebendo exposições e atividades culturais, e ao longo dos anos se consolidou como uma das principais instituições dedicadas à arte contemporânea em Minas Gerais.
Enquanto a restauração não se inicia, o público ainda pode frequentar a área externa do museu e participar das atividades promovidas nas imediações da Pampulha. A expectativa é que, após a conclusão das obras, o edifício retorne a receber visitantes com uma infraestrutura adequada para a preservação do seu patrimônio arquitetônico e artístico.