A decisão da Fifa de permitir que o atacante Folarin Balogun jogasse nas oitavas de final da Copa do Mundo, mesmo após sua expulsão nos 16 avos de final, gerou uma onda de críticas, especialmente da imprensa francesa. O jornal L’Équipe destacou em sua manchete que tanto a entidade máxima do futebol quanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são responsáveis pelo que classificou como uma situação vergonhosa para o torneio.
Na edição de terça-feira, 7 de julho, o L’Équipe afirmou que a intervenção de Trump e a decisão de reverter a punição de Balogun após sua expulsão na partida contra a Bósnia lançam uma sombra sobre a credibilidade da Copa do Mundo, da Fifa e de seu presidente, Gianni Infantino. A publicação ressaltou que a condução do caso é um dos principais escândalos desta edição do torneio e compromete a integridade da competição.
O incidente ocorreu durante a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia, quando o árbitro brasileiro Raphael Claus inicialmente deixou o jogo seguir, mas foi chamado pelo VAR para revisar uma disputa entre Balogun e o zagueiro Muharemovic. Após analisar as imagens, Claus decidiu expulsar Balogun, que foi flagrado pisando com força no calcanhar do defensor bósnio.
Apesar da expulsão, no domingo, 5 de julho, o Comitê Disciplinar da Fifa anunciou que a suspensão automática do jogador seria suspensa por um período probatório de um ano, permitindo que Balogun participasse da partida contra a Bélgica nas oitavas de final, realizada na segunda-feira, 6 de julho. A Fifa justificou a decisão com base no Artigo 27 do seu Código Disciplinar.
Com a repercussão negativa em torno do caso, Gianni Infantino se manifestou, afirmando que a decisão foi exclusivamente do Comitê Disciplinar, um órgão independente da Fifa. O presidente da Fifa ressaltou que, embora possa ter opiniões pessoais sobre as decisões do comitê, ele não interfere nos veredictos.
A polêmica em torno da decisão da Fifa e a menção ao envolvimento de Donald Trump geraram um debate intenso sobre a influência política no esporte, especialmente em um evento de grande visibilidade como a Copa do Mundo. A situação levanta questões sobre a imparcialidade das decisões da entidade e a necessidade de manter a integridade do futebol em nível global.