A recente condenação do cantor Chris Brown a pagar US$ 12,9 milhões (aproximadamente R$ 67 milhões) à ex-governanta Maria Ávila, após um ataque de seu cão de guarda, reacendeu discussões sobre o comportamento do artista. A decisão da Justiça da Califórnia trouxe à tona episódios passados envolvendo o músico, incluindo a alegação de agressão feita por Liziane Gutierrez, influenciadora digital que afirma ter sido agredida por Brown em 2016.
Liziane, que participou do documentário “Chris Brown – Uma História de Violência”, disponível na plataforma Max, relembrou a agressão que sofreu durante uma festa em Las Vegas. Segundo seu relato, o incidente ocorreu quando tentou tirar uma foto com o cantor, resultando em um soco em seu rosto e na retirada de seu celular por um segurança. Na época, o caso foi encerrado na esfera civil dos Estados Unidos através de um acordo no valor de US$ 70 mil (cerca de R$ 219 mil em 2017).
Inconformada com as reações de apoio a Chris Brown, mesmo após suas múltiplas polêmicas, Gutierrez fez uma crítica contundente aos fãs do artista. “Ou você é feminista ou você gosta do Chris Brown. As duas coisas não têm como. Você não pode dizer que defende as mulheres enquanto apoia alguém que tem um histórico de agressões”, afirmou, ressaltando a contradição entre a defesa dos direitos das mulheres e a admiração por Brown.
A influenciadora continuou seu desabafo, relacionando o histórico de acusações contra o cantor. “Ele sempre tem problemas com mulheres. Sempre. E ele foge. Teve o caso da empregada, que ficou desfigurada. Ele fugiu em vez de prestar socorro. Fugiu de Las Vegas quando aconteceu o meu caso. Fugiu quando teve o episódio em Paris”, disse, referindo-se a diversas denúncias de agressão que envolvem o artista. Liziane também revelou que muitas mulheres se sentiram intimidadas a participar do documentário que fez, devido ao medo de represálias.
A condenação de Chris Brown à indenização milionária foi motivada pelo ataque que Maria Ávila sofreu em sua residência em Los Angeles. A ex-governanta teve ferimentos graves no braço e no rosto após ser atacada por Hades, o cão de guarda do cantor. Durante o processo judicial, Brown reconheceu ter deixado o local antes da chegada dos serviços de emergência para evitar “um circo midiático”, embora tenha admitido negligência em relação ao incidente.
Além da indenização à ex-governanta, a decisão do júri também incluiu compensações financeiras para os familiares da vítima. O caso ressalta não apenas a responsabilidade legal de Brown, mas também a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a cultura de violência e as dinâmicas de poder que cercam figuras públicas como ele.