Afonso Nigro, conhecido por sua atuação como vocalista da banda Dominó, compartilhou detalhes sobre sua trajetória e os desafios financeiros enfrentados após deixar o grupo. Em uma entrevista ao canal Corredor 5, no YouTube, o artista de 55 anos relembrou o auge da banda e as dificuldades que surgiram em sua carreira solo.
Durante sua participação no programa, Afonso recordou os anos de sucesso com o Dominó, período em que conquistou um patrimônio significativo, incluindo três apartamentos e dois carros novos. No entanto, ao optar por seguir uma carreira solo, ele reconheceu que suas decisões impactaram negativamente sua situação financeira. “Rolou muito show, mas eu cometi o erro que todo imbecil comete: não cantava as músicas da época do Dominó”, afirmou. O cantor citou que, ao invés de se conectar com o público que o conhecia, ele decidiu adotar uma nova imagem, semelhante à de Jon Bon Jovi, e focou em um repertório que lhe agradava pessoalmente.
A escolha de não interpretar os sucessos da banda foi um ponto crucial para a diminuição do número de apresentações. Afonso admitiu que, com a queda na demanda por shows, ele se viu obrigado a vender seus bens para sustentar sua carreira. “É a hora em que vou para o teatro. Já tinha acabado tudo, não tinha mais apartamento, estava com um carro velho. Fui vendendo as coisas. Não conseguia fazer show no Brasil”, relatou.
Além das questões financeiras, o ex-integrante do Dominó também comentou sobre a divisão de lucros da banda, que considerava injusta. Segundo ele, cada membro recebia apenas 10% do faturamento, o que gerava descontentamento entre os integrantes. “Eu teria sido limado se eu não fosse o cantor. Se eu fosse só o bonitinho, eles teriam me limado. Eu tenho certeza, mas eles não podiam perder a voz do grupo. Por isso, eu dava uma abusada”, disse, refletindo sobre sua posição dentro da formação da banda.
A trajetória de Afonso Nigro é um exemplo de como decisões profissionais podem impactar a vida financeira de um artista. Após anos de sucesso, a transição para a carreira solo revelou-se desafiadora, levando-o a uma reavaliação de suas escolhas e da forma como se relaciona com sua música e público. A história do cantor ilustra não apenas os altos e baixos da indústria musical, mas também a importância de decisões estratégicas na carreira de um artista.