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“Após 13 anos lutando contra a hérnia, mulher revela que não a deixaram operar”

Acervo pessoal, reprodução

Elza*, aos 65 anos, enfrentou uma longa jornada de mais de uma década com uma hérnia abdominal que não parava de crescer e se tornava cada vez mais dolorosa, enquanto a cirurgia que poderia resolvê-la permanecia fora de alcance. Sem tratamento, esse problema pode levar à necrose intestinal, uma condição potencialmente fatal.

Os médicos se mostraram relutantes em realizar o procedimento devido aos riscos envolvidos. “Eles afirmavam que eu precisava perder pelo menos 40 kg antes da cirurgia. Era uma tarefa muito difícil para mim, e, como não conseguia, eles se negavam a operar. Assim, o tempo foi passando e a hérnia continuou a aumentar”, lamenta Elza.

Os primeiros indícios de sua condição surgiram por volta de 2010. “No início, era apenas um pequeno caroço na minha barriga, e eu não dei muita atenção. Mas, com o tempo, ele se tornou maior”, recorda. A primeira consulta com um gastroenterologista ocorreu quando o caroço já estava causando desconforto. Após exames de imagem, foi confirmado o diagnóstico de hérnia abdominal. Naquele momento, a hérnia era pequena, mas o médico se recusou a operar devido ao seu peso.

“Naquela época, eu pesava 114 kg. Tentei emagrecer 23 kg para conseguir a cirurgia, mas não consegui atingir os 40 kg necessários. Desisti, foi um período muito frustrante”, relembra. Cada nova abordagem sugerida focava apenas na obesidade, enquanto a cirurgia bariátrica exigia uma série de exames que nunca resultavam em uma recomendação.

“A hérnia já estava grande e causando muita dor. Não conseguia encostar a barriga em nada e tinha dificuldades para andar. A dor se tornava mais frequente, e eu precisava de analgésicos. O intervalo entre as crises de dor estava diminuindo, mas sempre me diziam que eu precisava emagrecer ou nada poderia ser feito”, comenta.

Em fevereiro de 2024, a dor se intensificou e veio acompanhada de vômitos persistentes, levando-a ao hospital. O diagnóstico foi de oclusão intestinal, uma condição em que o intestino é bloqueado. Os médicos consideraram realizar uma cirurgia de emergência, mas, devido ao tamanho da hérnia, decidiram consultar um especialista: o cirurgião Cássio Gontijo, que sugeriu a transferência de Elza para o Hospital Sírio-Libanês em Brasília.

“É triste pensar que um paciente passe tantos anos acreditando que não teria a chance de se recuperar. Todos os ‘nãos’ que ela ouviu, a sensação de que nada poderia ser feito. É, sem dúvida, um caso desafiador, mas não podemos desistir de nossos pacientes”, afirma o médico.

Imediatamente, foi inserida uma sonda gástrica. Exames revelaram que a hérnia era tão extensa que impossibilitava a realização da cirurgia bariátrica. Assim, foi iniciado um rigoroso programa de dieta e exercícios, com acompanhamento de endocrinologista e nutricionista em consultas regulares. “Um acompanhamento cuidadoso é essencial para manter o paciente motivado no tratamento”, explica Cássio.

Elza aguardou 13 anos para realizar a cirurgia. Sua condição era tão crítica que afetou o funcionamento do intestino devido à hérnia. Após a operação, foram necessários 150 pontos para fechar a cicatriz. Ao final de oito meses, ela havia perdido 30 quilos, passando de 110 kg para 80 kg. “A perda de peso era vital, pois a gordura abdominal dificultava o posicionamento do intestino na cavidade abdominal”, detalha o médico, permitindo assim que a intervenção fosse planejada.

A internação ocorreu em 9 de fevereiro de 2025, e a cirurgia foi realizada no dia 17. O procedimento, que durou mais de dez horas, não só reposicionou o intestino, mas também reconstruiu a parede abdominal para prevenir novas hérnias. O cirurgião destaca que a operação só foi possível devido à infraestrutura do hospital e ao treinamento da equipe. “É uma cirurgia extremamente complexa e requer um treinamento adequado”, comenta. Ele ressalta que casos como este demonstram a viabilidade do procedimento, mas enfatiza a importância do acompanhamento contínuo dos pacientes, em vez de apenas pressão por resultados.

A cirurgia de reconstrução abdominal é a única solução para reparar a hérnia, embora existam alternativas menos invasivas, como a videolaparoscopia ou a cirurgia robótica, que nem todos os pacientes podem realizar. “Para alguns, a única opção viável é uma cirurgia aberta, que exige uma incisão maior, resultando em mais tempo de internação e recuperação”, completa Gustavo Soares, presidente da Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH).

Estima-se que entre 20% e 25% dos adultos brasileiros apresentem algum tipo de hérnia na parede abdominal, o que equivale a cerca de 28 milhões de pessoas no país. Geralmente, as hérnias abdominais surgem em decorrência de fatores que exercem pressão na região, como obesidade, gravidez, constipação intestinal ou levantamento de pesos. Além disso, tabagismo, diabetes e hereditariedade são fatores de risco.

Em 2024, dados do DataSUS indicam que foram realizadas 349.968 cirurgias de hérnia abdominal pelo SUS, sendo mais de 311 mil eletivas e 11% emergenciais. Nos estágios iniciais, as hérnias causam apenas leve desconforto, mas quanto mais cedo forem tratadas, melhor. A população deve estar atenta a sinais como:

*A personagem optou por não revelar sua identidade.
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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade