O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora nas crises de soluço que vem enfrentando nas últimas semanas e deverá passar por uma série de exames para identificar a origem do problema. As informações constam em relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (12).
Segundo o documento, Bolsonaro chegou a apresentar uma leve melhora após ajustes na medicação prescrita pela equipe médica. No entanto, o quadro voltou a se agravar nos dias 9 e 10 de junho, exigindo doses adicionais dos medicamentos utilizados para controlar os episódios.
Para esclarecer as causas das crises recorrentes, os médicos recomendaram a realização de exames especializados do trato digestivo. Entre os procedimentos previstos estão endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica. O objetivo é avaliar o funcionamento do esfíncter esofágico inferior e verificar a existência de condições como esofagite crônica ou outras alterações no esôfago que possam estar relacionadas aos sintomas.
De acordo com o relatório, os exames serão realizados em momento considerado adequado pela equipe médica para permitir um diagnóstico mais preciso e eventual ajuste no tratamento.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após receber alta hospitalar de um tratamento contra broncopneumonia. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, por razões humanitárias e possui prazo inicial de 90 dias. Pela decisão judicial, o ex-presidente deve permanecer em sua residência e utilizar tornozeleira eletrônica durante o período de cumprimento da pena.
O relatório encaminhado ao Supremo faz parte do acompanhamento periódico das condições de saúde do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar. Até o momento, os médicos não divulgaram uma conclusão definitiva sobre a causa das crises de soluço, que seguem sendo monitoradas pela equipe responsável pelo tratamento.
Bolsonaro apresenta piora em crises de soluço e médicos indicam novos exames