A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar milhões de viajantes que passarão pela América do Norte durante o período do torneio. Pela primeira vez na história, a competição será realizada simultaneamente em três países, Estados Unidos, México e Canadá, o que deverá gerar impactos significativos na demanda por passagens aéreas, hospedagem, transporte terrestre e serviços turísticos em toda a região. Embora o evento tenha como foco os fãs do esporte, seus efeitos tendem a alcançar também turistas, profissionais em viagens corporativas e até passageiros em conexão nos principais aeroportos norte-americanos.
“O aumento da circulação de pessoas durante grandes eventos internacionais afeta toda a cadeia de viagens. Mesmo quem não pretende assistir aos jogos pode encontrar tarifas mais elevadas, aeroportos mais movimentados e maior concorrência por hospedagem e transporte. Por isso, planejamento será fundamental”, afirma Luiz Moura, membro do Conselho de Turismo da FecomercioSP e do Conselho Executivo da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), além de co-fundador da agência de viagens corporativas VOLL .
Para ajudar quem pretende viajar pela região durante a Copa do Mundo, o especialista reuniu sete recomendações práticas.
1 – Antecipe a compra das passagens e monitore rotas alternativas
Quem pretende viajar para Estados Unidos, México ou Canadá durante o período da Copa deve começar a pesquisar passagens com antecedência, ativar alertas de preço e comparar diferentes datas, horários e aeroportos de chegada. Com o aumento da demanda, deixar a emissão para a última hora pode limitar as opções e elevar significativamente o custo total da viagem.
2 – Evite conexões muito curtas
Com aeroportos mais movimentados, filas de imigração, inspeções de segurança e embarques podem levar mais tempo do que o habitual. Conexões apertadas aumentam o risco de perda de voos.
3 – Considere aeroportos alternativos
Assim como ocorre em destinos turísticos, cidades atendidas por mais de um aeroporto podem oferecer diferenças significativas de preço. Quem viaja para Nova York, por exemplo, pode comparar tarifas para JFK, LaGuardia e Newark. Já na região de Los Angeles, aeroportos como Orange County e San Diego podem surgir como alternativas interessantes. Em períodos de alta demanda, pequenas mudanças no aeroporto de chegada ou partida podem gerar economia relevante.
4 – Reserve hospedagem com antecedência e próximas aos estádios
Durante a Copa, hotéis no entorno dos estádios e das áreas oficiais de celebração tendem a ter maior procura e preços mais altos. Por isso, antes de reservar, verifique se a cidade receberá jogos e onde fica o estádio. Entre as sedes estão Nova York/Nova Jersey, Los Angeles, Miami, Dallas, Houston, Atlanta, Seattle, Toronto, Vancouver, Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, entre outras. Em muitos casos, hospedar-se em bairros bem conectados por metrô, trem ou vias expressas, mas fora do eixo direto do estádio, pode reduzir custos sem comprometer a mobilidade.
5 – Planeje os deslocamentos com folga e rotas alternativas
Em dias de jogos, a circulação nas cidades-sede pode ser afetada por trânsito intenso, bloqueios temporários, maior demanda por aplicativos de transporte e transporte público mais cheio. Mesmo quem não pretende ir ao estádio deve consultar o calendário das partidas antes de definir horários de chegada, saída ou conexão. O ideal é prever deslocamentos com margem maior e evitar depender exclusivamente de carro ou aplicativo nos horários de maior movimento.
6 – Tenha atenção redobrada com a bagagemEm períodos de grande movimentação, aumentam os riscos de atrasos na entrega e extravios de bagagem. Sempre que possível, identifique a mala, mantenha itens essenciais na bagagem de mão e acompanhe o despacho pelos aplicativos das companhias aéreas.7 – Utilize ferramentas para acompanhar sua viagem
No caso do viajante corporativo, empresas que utilizam plataformas modernas de gestão de viagens tendem a ter mais controle em períodos de alta demanda, como a Copa. Esses recursos permitem comparar tarifas, acompanhar mudanças de voos, centralizar reservas, aplicar políticas internas e dar mais transparência aos gastos. Para quem viaja a trabalho, isso ajuda a reduzir decisões de última hora, evitar custos fora do previsto e organizar melhor deslocamentos, hospedagem e prestação de contas.
Segundo Luiz Moura, o principal erro dos viajantes é acreditar que apenas os torcedores serão impactados pelo evento. “Uma Copa do Mundo movimenta aeroportos, hotéis, restaurantes e sistemas de transporte durante várias semanas. Quem pretende viajar para a América do Norte nesse período precisa considerar esse cenário desde o início do planejamento. Para o viajante corporativo, isso significa também contar com ferramentas que centralizem reservas, monitorem mudanças em tempo real e permitam tomar decisões com dados, não no improviso. Antecipação, organização e tecnologia são os melhores aliados para evitar gastos extras e aproveitar a viagem com mais tranquilidade”, conclui o especialista.
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