Uma pesquisa abrangente realizada na Dinamarca revela que o uso de paracetamol durante a gestação não está associado a um aumento do risco de autismo em crianças. Analisando dados de mais de 1,5 milhão de nascimentos, o estudo, publicado na revista JAMA Pediatrics, mostra que 1,8% das crianças expostas ao medicamento no útero foram diagnosticadas com autismo, em comparação com cerca de 3% entre aquelas que não tiveram essa exposição. Os pesquisadores consideraram diversos fatores, como a dosagem e o período da gravidez em que o medicamento foi utilizado, e não encontraram evidências que ligassem o paracetamol ao transtorno do neurodesenvolvimento. Embora discussões sobre essa associação tenham surgido após declarações controversas, a evidência atual reforça que o paracetamol, usado sob orientação médica, continua sendo uma opção segura para o alívio da dor e da febre durante a gravidez.
Estudo dinamarquês desvenda relação entre paracetamol na gravidez e risco de autismo
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