O governo brasileiro decidiu suspender a importação de amêndoas de cacau fermentadas e secas provenientes da Costa do Marfim. A ordem, assinada pelo ministro interino da Agricultura e Pecuária, Irajá Lacerda, foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (24/2).
Conforme a publicação, essa proibição é imediata e temporária, motivada pela suspeita de que a Costa do Marfim estaria misturando grãos de cacau de outros países em suas exportações para o Brasil. Segundo o ministro, essa prática apresenta um risco fitossanitário, uma vez que há um intenso fluxo de grãos de nações vizinhas para o território marfinense, o que pode resultar na contaminação das remessas enviadas ao Brasil.
A suspensão permanecerá em vigor até que a Costa do Marfim se manifeste formalmente sobre a situação e apresente garantias de que as amêndoas enviadas não contenham grãos oriundos de países vizinhos, cuja situação fitossanitária é desconhecida e que não têm autorização para exportar para o Brasil.
A decisão foi vista como um progresso pelo governo da Bahia, que tem trabalhado em conjunto com a Comissão do Cacau para implementar medidas junto ao governo federal, visando proteger a competitividade e a segurança do cacau produzido no estado.
“O nosso trabalho segue firme, ouvindo os produtores e estabelecendo bases sólidas a curto, médio e longo prazo para assegurar a competitividade, a segurança fitossanitária e a sustentabilidade econômica do cacau baiano”, declarou o secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo.
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