O acúmulo de gordura no fígado, conhecido como esteatose hepática, já é classificado como um sério problema de saúde pública no Brasil. Estima-se que aproximadamente 40% da população brasileira apresente essa condição, muitas vezes sem ter consciência disso.
Embora seja uma situação frequente, a presença de gordura no fígado merece atenção, pois, se não for tratada, pode evoluir para problemas mais graves, como fibrose, cirrose e até insuficiência hepática. Na maioria das vezes, essa condição se desenvolve de forma lenta e sutil, e os sintomas costumam aparecer apenas em estágios mais avançados da doença.
Indivíduos que sofrem de obesidade, diabetes, hipertensão e alterações nos níveis de colesterol estão entre os grupos mais vulneráveis. Para esses casos, é recomendável manter um acompanhamento médico regular e realizar exames periódicos de sangue e imagem para monitorar a saúde do fígado.
Mudanças nos níveis de enzimas hepáticas, como TGO, TGP e GGT, podem ser alguns dos primeiros sinais de que algo não está certo. Embora muitas pessoas não apresentem sintomas no início, à medida que a doença avança, alguns sinais podem se manifestar. Os principais sintomas a serem observados incluem:
Apesar do potencial de levar a complicações sérias, a boa notícia é que a gordura no fígado é, em muitos casos, reversível. De acordo com a endocrinologista Marília Bortolotto, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), não há um medicamento específico para tratar a esteatose; o foco do tratamento está nas mudanças no estilo de vida.
Os especialistas recomendam algumas estratégias que podem ajudar no controle da gordura no fígado. Com essas alterações, os primeiros sinais de melhora podem ser notados entre três e seis meses, dependendo do estágio inicial da condição.
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