No meio da angústia causada pelo desaparecimento de sua filha, Alice Maciel Lacerda Lisboa, de apenas 4 anos, a secretária Karine Maciel, de 24 anos, recebeu uma chamada sobre o suposto local onde a criança estaria. O incidente aconteceu na manhã deste sábado (31), no terceiro dia de buscas. “Uma mulher entrou em contato com a mãe, alegando que estava com a Alice e enviou uma localização. Fomos até o local, mas era apenas um trote”, lamentou Bruno de Oliveira, tio de Alice, em entrevista à Itatiaia.
Mais cedo, Karine fez um apelo em vídeo, pedindo que apenas informações relevantes fossem compartilhadas. “Gostaria de pedir, por favor, que quem não souber de notícias dela não me ligue nem me dê falsas esperanças, pois meu telefone está extremamente congestionado. Qualquer informação equivocada aumenta ainda mais minha angústia”, afirmou Karine.
Alice, que é autista e não verbal, desapareceu na quinta-feira (29) enquanto estava no sítio de seus avós, localizado no distrito de Bituri, na zona rural de Jeceaba, em Minas Gerais. As buscas pela menina continuaram durante a madrugada deste sábado (31), com esforços ininterruptos. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, 12 equipes estão mobilizadas na área.
O local onde Alice sumiu apresenta muitos desafios, como uma topografia acidentada, com encostas íngremes e escorregadias, além de campos de pastagem e áreas de mata densa, o que dificulta a operação das câmeras térmicas utilizadas pelos drones. Além disso, as chuvas intensas intermitentes têm atrapalhado o trabalho das equipes de resgate.
Na tarde da sexta-feira (30), a Meta, empresa de tecnologia, começou a disseminar alertas sobre o desaparecimento de Alice em suas plataformas, como Instagram e Facebook. Essa ação faz parte do programa “Amber Alert”, um sistema de alertas urgentes criado nos Estados Unidos e implementado no Brasil. Os avisos são enviados para pessoas localizadas em um raio de até 160 km do local onde a criança desapareceu. Informações sobre o paradeiro de Alice podem ser reportadas à Polícia Civil de Minas Gerais pelos números 190 ou 0800-282-8197.