As operações para encontrar Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completam 11 dias nesta quarta-feira (14/1), e o caso continua sem respostas para familiares e autoridades. Centenas de voluntários e militares estão realizando buscas constantes na região onde as crianças desapareceram.
No dia 4 de janeiro, três crianças sumiram após saírem para brincar no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. Além de Ágatha e Allan, o primo Anderson Kauan, de 8 anos, também estava com eles. A família relatou que era comum para os primos brincarem juntos, mas, neste dia, eles não retornaram para casa.
A criança mais velha foi encontrada na quarta-feira (7/1) por um carroceiro em um matagal, a 4 km do local do desaparecimento, sem roupas e apresentando sinais de fraqueza. O carroceiro afirmou que os outros dois primos estavam um pouco à frente, porém, até o momento, não foram localizados.
Na terça-feira (13/1), o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB-MA), revelou que exames confirmaram que Kauan não foi vítima de violência sexual. Ele acrescentou: “Kauan permanece hospitalizado, recebendo acompanhamento multiprofissional. Uma equipe do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA) está conduzindo, com técnica e sensibilidade, a escuta especializada do garoto”.
As buscas continuam com o suporte de drones e aplicativos de geolocalização. Participam das operações agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal e Exército Brasileiro.
A prefeitura local divulgou um vídeo oferecendo uma recompensa de R$ 20 mil por informações que ajudem a localizar as duas crianças ainda desaparecidas. O prefeito de Bacabal também pediu que qualquer pessoa com informações relevantes entre em contato com as autoridades pelo telefone 181.
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